sábado, 3 de setembro de 2011

No fundo, mesmo lendo tanto, pensando tanto e filosofando tanto, a gente gosta mesmo é de quem é simples e feliz. A gente não se apaixona por quem vive reclamando e amassando jornais contra a parede. A gente se apaixona por esses tipinhos banais que vivem rindo. E a gente se pergunta: que é que ele tem que brilha tanto? Que é que ele tem que quando chega ofusca todo o resto?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Não sei não, mas algo me diz que me amo tanto, tanto, que prefiro não ligar o celular, a internet e prefiro também não espiar pela varanda (...) Hoje de manhã eu acordei e fiquei olhando para tudo catatônica, um misto de susto com deslumbramento. Me dei conta de que essa é a pior e a melhor fase da minha vida. Eu nunca andei tão triste e nem tão feliz. Foi difícil enterrar tantos mortos e tantas rotinas, mas está sendo muito fácil viver dentro de mim.
Eu tinha motivos reais, palpáveis e óbvios para te amar. Você é bonito, seu abraço é quente, seu sorriso tem mil quilômetros iluminados, seu humor me faria rir 100 encarnações e você é bom em tudo, mesmo não querendo ser bom em nada. (...) Amava seus erros assim como amava os acertos, porque o que eu amava, enfim, era você.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Meu Deus, afasta de mim os venenos diários de quem não acrescenta, só diminui.
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga."
“Calma. É só se manter longe. Longe, bem longe. Que longe nada afeta. Ou quase nada.”
Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho*. Mas amar não, amar nunca, amar não serve pra mim. Prefiro assim!"

“Eu te amo. Mesmo negando. Mesmo deixando você ir. Mesmo não te pedindo pra ficar. Mesmo não olhando mais nos teus olhos. Mesmo não ouvindo a tua voz. Mesmo não fazendo mais parte dos teus dias. Mesmo estando longe, eu te amo. E amo mesmo. Mesmo não sabendo amar.”

quarta-feira, 27 de julho de 2011

“Sinto falta daqueles olhos azuis, de como você me beija à noite, sinto falta de como nós dormimos. É como se não houvesse nascer do sol como o gosto do seu sorriso. Sinto falta do jeito que respiramos. Mas eu nunca te disse o que eu deveria ter dito. Não, eu nunca te disse, eu me segurei e agora eu sinto saudade de tudo em você. Não acredito que eu ainda te quero depois de tudo que nós passamos. Sinto falta de tudo em você (…)”
Sempre que converso com você, tenho vontade de escrever sobre você. E assim o faço. Tento encontrar versos que combinem com a beleza de seus olhos, palavras que se encaixem na sua paixão, formas de expressar a imensidão dessa falta. Porém, as palavras mais tristes me encontram e acabo falando sobre a dor da minha dúvida, a saudade do meio termo, o escorrer persistente dessas lágrimas. Ontem acordei de um pesadelo e não te encontrei ao meu lado, e de repente, comecei a chorar, acho que sinto falta de você antes mesmo de te conhecer ou saber se eu realmente gosto de você. Mas de qualquer forma eu sinto sua falta anjo, desde a hora em que me levanto, até a hora em que eu sonho. Nem mesmo pensar em você 25 horas por dia amenizariam essa saudade, nem passar toda uma vida ao seu lado diminuiria esse buraco no peito que não tem nome. Às vezes penso em te dizer sobre as coisas que já lhe escrevi, mas minhas humildes palavras de nada serviriam pra você, gostaria de fazê-lo sorrir quando estivesse desanimado, queria lhe dar a certeza sobre a vida, mas estaria lhe iludindo, é tudo tão incerto nessa vida, tudo é um grande mistério esperando ser descoberto. Queria que entendesse que eu não me importo de chorar se for para vê-lo sorrir, não me importaria em abrir mão de tudo que eu tenho para fazê-lo feliz. Quero te ajudar a resolver seus problemas, quero entender as coisas que lhe fazem mal, quero te auxiliar sempre. Eu terei fé em você mesmo que você perca a fé no mundo.
Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa. E isso era lindo. Você era lindo.
Cheguei ao auge da loucura, do masoquismo, da insanidade. Cheguei ao ponto de me olhar no espelho esperando te ver, de largar a porta aberta esperando você voltar, de dormir de olhos abertos só para ver se você aparece. Não tenho mais noção do tempo.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

No meio de pessoas ensebadas e poças nojentas de cerveja e mijo, ele surgiu com seu pandeirinho. O mundo cheio de motivos para ir embora congelou naqueles olhos verdes melancólicos e ao mesmo tempo despretensiosos. A festa ganhou sentido e por alguma razão minha vida também.
Foram três ou quatro anos de um amor que beirava a obsessão: eu andava pelas ruas e achava que todo mundo era ele. Cheguei ao ponto de um dia me olhar no espelho e também achar que era ele. Fiquei louca de pedra mesmo.
Não comia, não dormia, não ria, não tinha a menor idéia do que fazer da vida.
Tentei terapia, ioga, curso de artes plásticas, budismo, cartomante, centro espírita… Nada adiantava. Eu não conseguia encontrar uma razão para viver ou um alento para sobreviver. A única coisa que eu fazia era chorar o dia todo porque o tal do garoto perfeito não queria saber de mim.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que compartilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres, escutar Dream’ Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.
Não adianta, reza, promessa ou pedido. Não consigo te esquecer.
Já sair na sexta e voltei no domingo, procurando esconderijos, saídas que não me levassem até você. Mas não adiantou, eu via miragem sua em qualquer lugar. É como se um radar existisse dentro de mim e em qualquer lugar eu tentasse te achar. Já bebi de não lembrar nada, ou quase nada no outro dia, mas você eu sempre lembrei. Já beijei outras bocas pra ver se encontrava um beijo melhor que o seu, mas foi em vão. Procurei enlouquecidamente outro alguém que pudesse me fazer o bem que você me faz, mas não encontrei. Senti outros abraços, mas nenhum me passou a segurança que seus braços me passam. Ganhei carinho, mas nenhum era tão gostoso quanto o seu.
Tentei de tudo. Mas o tudo não adiantou. O que eu faço agora? Te procuro ou me perco no mundo? Acho melhor arrumar um jeito de te encontrar e te fazer acreditar que você me reencontrou. Assim eu consigo dá uma ajudinha a esse destino, que nos separou.

terça-feira, 7 de junho de 2011

“Eu sou louca por um homem que não sabe nem o meu nome, mas tudo bem, porque ele mudou a minha vida de tantas maneiras”

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu lembro de me perder em teu corpo em noites de inverno, pois seus 36º me deixavam aquecida. Eu lembro de te ignorar quando passava. Eu lembro de te procurar nas pessoas que passavam na rua e olhar para elas, apenas para que eu me sentisse te ganhando. Eu lembro de sonhar com você e acordar sorrindo. Eu lembro de te perder diversas vezes e me arrepender e te ganhar de volta. Eu lembro da dor que vinha toda vez que não podia responder seu adeus. Eu lembro da sua ida e volta. Eu lembro de ter medo de você. Eu lembro de te amar.
Olha para mim, me diz que tudo isso que agente tá construindo vale a pena. Que nenhum de nós dois vai ter medo de se entregar a essa paixão. Que o frio que eu sinto na barriga não é em vão, e nem ilusão. Olha, me olha e confirma com um olhar apaixonado, grita para meu mundo que você gosta mesmo de mim. Olha, eu sei que amar hoje em dia é difícil e dizer isso é mais difícil ainda. Mas vamos tentar, nos arriscar. Não me importo em quebrar a cara com você, se tratando de amor tudo vale. Vamos para o ring, vamos lutar com quem ameaçar a nossa felicidade. Me ajuda a tentar.
“Quase me esqueci de você, juro. Quase não lembrava mais como era o seu jeito de brincar. Quase esqueci como era o seu olhar encontrar o meu. Quase esqueci como meu estomago dói quando eu te encontro cara a cara. Quase me esqueci de como era te procurar. . Quase nem me lembrava mais como você caminhava. E quase nem ligava mais pro papel ridículo que você faz quando está com uma latinha de cerveja na mão. Quase não me importava mais em te conhecer tão bem, e eu também quase não queria mais te conhecer. Eu quase estava certa que eu tinha te esquecido. Eu quase tinha deixado de sentir qualquer coisa por você. Mas foi só quase...”

segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Ele me dá vontade de cantar, de rir, ser feliz. Me dá força, me dá fé."
Mas tantos defeitos tenho,sou inquieto, ciumento, áspero, desesperançoso. Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas.
Porque era a mim que ele chamava, porque era a mim que ele escolhia, porque era para mim e só para mim que ele abriria a sua porta.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Não precisa ser agora, mas pensa direitinho. Pensa: eu, seu cheiro e mais ninguém em casa, os móveis da sala dormindo enquanto a gente faz amor com os olhos, interrompendo todas essas proibições que você impôs a essa paixão ridiculamente boa. De consolo, ao se sentir idiota em se entregar, seremos dois idiotas apaixonados por aí.
Eu passo de apaixonada a entediada, e vice-versa, em um toque, ou melhor: em uma frase, uma respirada, um cheiro, uma saliva.
A última vez que me apaixonei foi num jantar que não existiu. Passei horas me arrumando e, quando finalmente cheguei ansiosa e atrasada na casa dele, ele havia acabado de chegar da academia e estava todo suado e perdido. Sentou no sofá, olhou igual a uma criança de seis anos pra mim e disse: “e agora?”
Eu senti vontade de responder: “e agora, mesmo você sendo um bombadinho playboy indolente, que tal se a gente pedisse uma pizza e ficasse junto até os 98 anos de idade?”
Minha cama me lembra você, minha cachorra me lembra você, beber água me lembra você, viver me lembra você (...)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Por isso não gosto de circo. Aliás, não gosto de nada que encanta de depois vai embora..
É que eu adoro ouvir tuas risadas, e não poder ouvi-as mais, me doi.
Eu não vou querer só ouvir a sua voz pra dormir bem. Não, jamais quis coisas pela metade. Eu vou querer a coisa toda, a voz, o cheiro, o abraço, o calor, o corpo, o cabelo, a boca, o pescoço e todas as partes que - como sua garota - tenho direito. Se fosse pra só ouvir sua voz, usaria o tal celular - coisa que não gosto -, e não estaria correndo atrás de você, sem nem saber pra onde.
Eu não te peço muita coisa. Não peço para que você volte a dividir a cama comigo ou que seus beijos continuem apaixonados como antes. Peço apenas para te ver, só. Eu quero te ver, perto ou longe. Ocasionalmente. Que eu esteja esperando o sinal abrir e quando eu olhar para o lado você esteja ali, me olhando com a sua cara de sempre. Pensando em como eu poderia estar mais bonita ou como o meu carro não te agrada. E eu pensando em como você nunca mudou essa sua cara de sério, que me fazia pensar que nada estava bom. Me concentrar nos seus olhos. Até que a buzina atrás de mim me avise que o sinal abriu. Tentaria te seguir por dois ou três quarteirões até te perder de vista de novo. E quase morrer de chorar mais uma vez, porque mais uma vez você escapou de mim. Você fugiu, você me deixou, você sumiu, sem deixar pistas de quando será o próximo sinal que eu te encontrarei.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sábado a noite em uma cidade grande transborda felicidade para todos os lados. Naquele sábado não era diferente, lugar cheio e a noite quase caindo. O carro devagar por causa do transito, parei e observei a felicidade de algumas pessoas. De uma mulher com sua família, parecia que tinha esperado a vida inteira por aquele momento. Talvez tinha mesmo. Não sabia. Não sabia o motivo para as pessoas estarem felizes naquela noite, eu não via nenhum em minha vida e fiquei ainda mais triste por saber que eu não tinha mais motivos para sorrir ao ver um bebê gargalhar junto de seu pai. Já não sabia se um dia isso aconteceria em minha vida. Fiquei algum tempo pensando naquilo e quando dei por mim a noite já havia caído e as luzes da cidade estavam acesas. Fiquei completamente encantada com a claridão que iluminava ali. Eu precisava de uma luz, sei lá, a sua luz. O seu sorriso iluminado que me fazia querer ficar com você para sempre. Ou também dos seus olhos, luz diferente. Verde escuro. Pensei também que talvez nem precisasse da sua luz e sim, de qualquer outra luz que me iluminasse. Alguma coisa me clareasse a escuridão por dentro. E fui pensando, pensando, pensando e me perdi dentro de mim. Fui indo pra dentro de mim mesma. Fui encontrando tanta coisa antiga. Uns sentimentos que quase já tinha me esquecido de como me causou dor. Uns tão novos, que acho que não iam mais se repetir. Como gostar de você. Nunca mais vou gostar de ninguém e mesmo que goste nunca será tão perfeito como foi com você. As minhas palhaçadas só para ver você abrir um sorriso, mínimo que fosse. As suas caras assustadas cada vez que eu aparecia com uma roupa nova, um sapato novo ou até uma palavra diferente. Na verdade, não importa mesmo. Acabou. Acabou pra você, acabou pra mim. Acabou para todas as pessoas que vivem a nossa volta. Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, onde esteja trabalhando ou vivendo, abra os olhos, olhe para trás e ouça: meu coração vai estar sempre aqui, rezando a mesma prece. Aquela que sempre rezei desde que te vi pela primeira vez. Pedindo pelo seu amor, pedindo pelo seu olhar se encontrar com o meu. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Eu odeio que encostem o cotovelo, a bunda ou uma cerveja molhada em mim enquanto eu tento encontrar um espaço para dançar. Eu odeio que encostem em mim, odeio a pele de um desconhecido indesejado.
Odeio homens que olham para bundas como se admirassem uma carne pendurada no açougue e odeio mais ainda quando fazem bico e aquele sim com a cabeça, tipo "concordo com o mundo que ela é muito gostosa". E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo "hmmmmm delícia" já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio.
Odeio mau hálito e mais ainda o fato de que justamente as pessoas podres são aquelas que falam mais baixo e nos obrigam a ter que chegar perto. Eu odeio machismo, submissão e mais do que tudo isso ter que ser forte o tempo todo e não ter um ombro másculo para chorar até minha última gota desamparada.
Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas e acima de tudo meninas que cheiram a lavandas e gostam de adesivos de ursinho.
Odeio quem comemora porque passou numa faculdade que meu primo de 8 anos passaria e quem diz "peguei a mina".
Odeio os Estados Unidos mas odeio muito mais o fato de a gente ter sangue europeu mas ficar imitando esses estúpidos, que também têm sangue europeu mas são estúpidos por herança criada. Odeio a frase "eu vou no super, comprar umas cervas para o churras".
Odeio quem passa o dia no shopping com a família, churrascaria com aquele desfile de bichinhos mortos, principalmente porque você está lá tranqüilamente comendo e vem alguém com um espeto (que é grosseiramente imposto ao seu lado), te espirra sangue, fala um nome idiota e você nunca sabe exatamente de que parte se trata.
E quando ele riu, eu percebi. Eu percebi que eu estava na merda. Porque adoro esses caras que dão risada com a cara inteira mas continuam com os olhos um pouco tristes e parados. E adoro que a ressaca dele não permitia muita emoção e por isso ele fechava um pouco os olhos e ficava quietinho. É impressionante como eu não gosto de ninguém mas, de vez em quando, escapa um momento, um gesto, uma pessoa perdida e linda e única. E eu fico nessa felicidade de ser uma pessoa boa e capaz dessas coisas boas.
"Eu devo reconhecer que ninguém me conhece. Não realmente. Os que mais sabem não sabem da metade. Não deixo todos os segredos escaparem de mim, não mesmo. Uma delicadeza com os outros, eu diria, pois não quero assustar as pessoas com meu passado. Em especial aquelas que continuaram gostando de mim após o pouco que souberam. Mesmo porque aquele, que fez aquilo, nao está mais aqui. Eu sou literalmente outro."

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de "minha vida". Outros fragmentos, daquela "outra vida". De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.
Naquele dia, fazia um azul tão límpido, meu Deus, que eu me sentia perdoado pra sempre.
Nem sei de quê.
"Eu roubei quase tudo que eu tenho só pra chamar tua atenção e quando cheguei em casa, vi que lá morava um ladrão. Eu perdi quase tudo que eu tinha... A paz, a paciência, a urgência que me levava pela mão."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Acho que eu te amei desde o primeiro momento em que te vi, só que a minha ignorância não me deixou perceber isso. E você sabe como é, né.. O amor e o ódio andam juntos. Eu me confundi, pois o motivo de você me irritar tanto, não era por que eu não gostava de você. E sim por que eu gostava mais do que deveria.
Posso assoprar uma vela; ver uma estrela cadente ou até mesmo fazer promessas, mas o pedido sempre é o mesmo.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam para nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um clichê. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu! Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por 1 rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Alguns meses atrás, no caminho de casa, parei e observei o céu. Era quase madrugada e aparentava um caminho estrelar com uma única estrela sozinha no final desse “caminho”, a mais brilhante por sinal, e fiz a seguinte conclusão: era como uma estrada. E nessa estrada eu passaria por muitos obstáculos até chegar a você... o mais lindo, simpático. O meu mais precioso premio. Hoje, ao voltar para a casa, reparei o céu e novamente o caminho estava lá. Só que dessa vez a conclusão foi diferente: eu passei por muitos momentos com você, alguns felizes, outros nem tanto. Muitos sorrisos, brincadeiras, olhares apaixonados, um amor gritante de tão bonito. Mas no fim, a estrela estava lá... Sozinha e dessa vez não possuía o mesmo brilho, foi só ai que o meu pensamento se concluiu... Depois de todos esses momentos eu fiquei sozinha, como aquela estrela. Sozinha e apagada. Pois é assim que eu me sinto depois de tudo... sem ninguém, sem momentos importantes, sem brilho algum. Como um carro destruído, pode até ter conserto... mais ele nunca mais funcionará igual.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Hoje acordei te odiando. Pois é, odeio seu jeito grosso e ignorante. Odeio a cara de esnobe e o jeito como você despreza as pessoas. Odeio sua voz, odeio sua postura e como coloca o boné. Odeio tanto sua falta de interesse ou seu interesse demais, odeio sua irônia e como você me trata. Odeio quando você some ou quando fica perto demais. Odeio meu coração implorando por um sorriso, odeio sua maneira rápida de andar. Odeio o seu como me olha. Odeio sua mão grande e quente. Odeio suas regatas, principalmente aquela preta, que te deixa ainda mais bonito. E falando nisso, o que eu mais odeio é a sua beleza, os seus olhos desenhados e o nariz traçado perfeitamente em uma linha reta em seu rosto. Odeio sua boca e as palavras que saem dela. Odeio seu sorriso raro e como você se desespera com tudo. Odeio seu preocupação comigo, odeio sua importância ao trabalho. Odeio quando me beija a testa. Odeio quando geme alto ou quando suspira de tesão. Odeio seu tesão. Odeio sua barriga e todas as pintinhas que tem nela. Odeio sua profissão. Odeio sua casa, principalmente seu quarto. Odeio o nosso sexo e como você fica vermelho de 5 em 5 minutos. Odeio suas mensagens de texto no celular. Odeio suas fotos. Odeio que você odeie fotos. Odeio seu nome, seu sobrenome e sua idade. Odeio sua falsidade. Odeio olhar o seu celular tocando com o seu nome ali, odeio mais ainda o seu nome gravado dentro do coração. Odeio não conseguir colocar um ponto final na nossa história, odeio te amar tanto e não conseguir nem mentir quando digo o quanto eu te odeio. Odeio o fato de não conseguir de odiar, nem por um dia, uma hora, nem por um minuto.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Sinto falta do teu braço apoiado nas minhas costas, do teu sorriso sem graça quando eu te elogiava. Sinto falta dos beijos apaixonados depois de uma briga, sinto falta das brigas por ciúme sem razão. Sinto falta das ligações intermináveis de madrugada, e dos toquinhos de meia em meia hora. Sinto falta de me sentir amada, de te namorar. Sinto falta das conversas pelo msn, e das suas brigas por causa dos garotos no meu orkut. Sinto falta de ficar conversando com você sem parar, até adormecer no teu colo. Sinto falta dos carinhos no meu rosto e de roçar a minha bochecha na sua. Sinto falta dos seus dedos entre os meus. Sinto falta de me apoiar no teu peito e ouvir o teu coração pulsar acelerado. Sinto falta do seu raro romantismo que me deixava orgulhosa de ser a tua namorada. Sinto falta de você perto do meu coração e das minhas mãos.
Cada vez que me pego te olhando, pensando em nós, tentando entender o que se passa na nossa louca cabeça, tão louca ao ponto de começar a namorar no primeiro dia, e querer eternizar cada vez mais isso. Talvez seja o amor, é, esse mesmo que me faz esquecer de todos os seus (vários) defeitos, de como pega taaaanto no meu pé, de nossas diferenças. Ele mesmo que nos faz ser tão iguais. Eu te amo, pra sempre, de qualquer jeito, nas melhores e piores horas, onde quer que estejamos, nunca esqueça.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade
Hoje eu acordei tão rápido, que nem deu tempo de te dar bom dia. Dei um pulo da cama, tinha tanto a fazer que nem ganhei teu beijo. A casa limpa, os lençóis trocados. Um filminho, a tv. Do jeito que a gente gosta. A roupa fora, os barulhos da rua, os ruídos da gente e o silêncio depois. Deu saudade.. deu saudade da gente. Tudo está errado, acordei tão rápido. Troquei teu abraço, entrei no carro e nada deu certo. A cidade, o contato, o trânsito e o trabalho. Quis voltar pra casa. Pra comida, pra massagem. pra tua itensa cura, tua imensa cura. Quando li tuas mensaagens, impulsivas, inseguras, desesperadamente apaixonadas deu saudade… deu saudade da gente.
(...) E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia.Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim. Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida. Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração. Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

E eu olho para aquele rapaz, e sinto vontade de rouba-lo pra mim, e mesmo com as minhas diversas neuroses e loucuras, a cada encontro, com o aprendizado que ele tem trazido a minha vida, eu olho nos olhos dele, com o olhar de uma moça que diz mesmo sem dizer : “eu não posso te perder”. E eu vivo cada dia, tentando ser uma boa moça. Até porque eu faço tudo pra dar certo com esse rapaz, tudo mesmo!
Queria estar contigo no meu quarto, na minha cama,
debaixo das minhas cobertas e com a luz apagada… sabe pra que?

Pra te mostrar meu relógio do Ben 10 que brilha no escuro.


(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk)
Eu prefiro me adaptar ao seu jeito, aos seus vícios, aos seus dramas, às suas perdas, ao seu mundo… do que adaptar o meu mundo sem seu jeito, sem seus vícios, sem seus dramas, sem suas perdas, sem você.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Sabe rir mole de bobeira? Sabe dançar idiota de alegria? Sabe dormir gemendo de saudade? Sabe tomar banho sorrindo para a sua pele? Sabe cantar bem alto para o mundo entender? Sabe se achar bonita mesmo de pijama e olheiras? Sabe ter ânsia de vômito segundos antes de vê-lo e ter fome de mundo segundos depois de abraçá-lo? Sabe não agüentar? Sabe sobrevoar o frio, o cinza, os medos, os erros e tudo que pode dar errado? Ele consegue fazer com que eu me perdoe por apenas viver sem questionar tanto.
Eu quero parar com tudo isso, ele é um menino que não pode acompanhar minha louca linha de raciocínio meio poeta, meio neurótica, meio madura. Eu quero colocar um fim neste tormento de desejar tanto quem ainda tem tanto para desejar por aí. E aí eu me pergunto: pra quê? Se está tão bom, se é tão simples. Ele me ensinou que a vida pode ser simples, e tão boa."
"E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana. E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda."
"Apesar de tudo ,você ainda é a primeira coisa que penso quando me dizem : faça um pedido."

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sabe amor, antes de você entrar na minha vida, eu sentia um vazio tão grande no meu coração, é como se faltasse um pedaço de mim aqui dentro. E então você apareceu na minha vida, como quem não queria nada e inocentemente tomou conta dos meus pensamentos e como se já não bastasse, tomou posse do meu coração. Me fez passar por noites de insônia e dias sonhando acordada, apenas pensando em ti. Imaginando você do meu lado, sonhando com o dia de te ter nos meus braços. E pra melhorar tudo isso, o que pensei que não passaria de um sonho, se tornou realidade. E hoje, sou a pessoa mais feliz do mundo porque tive você. Mesmo que isso tudo tenha terminado, não me importo. Eu tive você. Eu sonhei e acordei do seu lado. Essa emoção nunca mais vai se igualar a outra. Te amo, apesar de tudo.
Em algumas horas do meu dia eu penso tanto em você, ai a cabeça grita: está tão longe. E o coração sufoca o pensamento e grita mais alto: mais está aqui dentro. Pois é, está mesmo e parece que vai continuar por algum tempo. Você aparecendo ou não. Ligando ou não. Me amando ou não. Vai ser assim até o fim dos tempos, porque na realidade sabemos, por mais louca e estranha que seja a história, agente sabe lá no fundo quando é pra sempre!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quero esquecer completamente. E sei que nunca esquecerei.

Eu era o teu lado esquerdo e tu eras o meu lado direito.
"E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os braços, as noites com dores nas costas aquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso."
"...Eu queria saber como dizer que apesar dos contratempos e da gente ter tomando uns rumos diferentes, quando eu vir você e você me ver, vai ser como se o tempo nem tivesse passado. Eu queria conseguir explicar que apesar de eu ter conhecido tanta gente nova, seu espaço ninguém tomou. Olhe, você se cuide. To aqui pra qualquer coisa, nem que seja pra te falar as minhas besteiras e te fazer dar aquela risada que mais ninguém tem e que eu sinto tanta falta...”
Às vezes, nos fins de semana principalmente, tiro o fone do gancho e escuto, para ver se não foi cortado. Não foi.
Olha, evite arrastar um relacionamento moribundo. Sempre é melhor reagir, partir pra outro do que arrastar, arrastar.
Olhei para a janela, está quase perto de amanhecer... Voltei os olhos para cama e encontrei você. Com os olhos ainda fechados, em um sono profundo. Que lindo! Foi a primeira coisa que pensei. Depois de adimirar por alguns minutos sua beleza, cheguei a conclusão de que você parecia um anjo. Te toquei de leve, para não te acordar. Senti a textura macia de sua pele e logo em seguida contornei os lábios. Aqueles lábios que eu tanto amo beijar, morder. Aqueles lábios que quando abre um sorriso, meu coração quase para e volta a bater descompassadamente. Aquele sorriso grande e doce, que me paraliza, que me deixa sem movimentos nas pernas, nos braços ou em qualquer parte do meu corpo que seja móvel. Por um minuto, desejei você acordado. Queria ver seus olhos. Ah! Quantos km eu viajaria só para ver o verde estamapado nos seus olhos. Enfrentaria chuva, sol, mar, criaturas de outro mundo só para poder ver seus detalhes de perto. Sentei na cama e fechei meus olhos. Comecei a lembrar de alguns detalhes... de como eu fico extremamente vermelha quando recebo algum elogio seu ou de como me falta as pernas quando você se aproxima com aquela cara que só você sabe fazer. E foi bem aí que me lembrei da coisa mais importante nesse nosso relacionamento difícil: eu respiro você. Abri os olhos rapidamente e voltei a observar. Me respira também, eu te suplico. Me respira. Me olha e me respira. Finge que sou seu ar, que eu te basto. Finge que sou seu céu, deixa eu te cobrir. Não me proteja de você, se mostre inteiro pra mim. Não se esconda. Cuida de mim. Não me deixa ir embora e também não vá embora. Não deixe que meu cheiro saia da sua pele ou do seu lençol. Não me esqueça, não olhe para outra e nem compare ninguém a mim. E quando você for embora, volte sempre para me respirar. Para que eu respire junto de você, porque, na verdade sem você não respiro.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eu já conhei com vida, agora vivo um sonho... Mas viver ou sonhar com você tanto faz. Não diga não precisa, eu digo que é preciso agente se amar demais... nada mais! Mas tem que ser assim pra ser de coração, não diga não precisa. Tem que ser assim é seu meu coração, não diga não precisa.

Não Precisa - Paula Fernandes (Part. Victor e Léo)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Eu não quero, não quero nada que venha de outro. Não quero os beijos, nem o cheiro dele em minha pele, nem os carinhos que ele pudesse me dar.
Eu não sei bem o que é isso, eu só sei que eu não aceitaria mais ninguém no teu lugar. Não quero e não preciso de outro.
É seu rosto que eu quero ver ao acordar, seus beijos e seus carinhos que eu quero durante o dia. Sua presença, seus sorrisos, suas brincadeiras, seu bico… você que eu quero comigo; mesmo que isso leve um tempo para acontecer, que eu tenha que sonhar todas as noites com seus carinhos, e imaginar nós dois ao ver um casal na rua antes de poder ter você comigo. Não me importa o tempo que for ou o que eu tiver que aguentar: eu não saio da vida sem você.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Levou um tempinho, mas eu aprendi que é verdade mesmo.
Não ligou porque não quis ligar.
Não enviou e-mail porque não quis enviar.
Não mandou SMS porque não quis mandar.
Quanto tempo você leva pra ligar, enviar um e-mail ou SMS só pra dizer "e aí, tudo bem? nossa, tô trabalhando demais/ minha mãe tá doente/ meu cachorro morreu. assim que as coisas melhorarem eu te ligo"?
Eu levo menos de cinco minutos.
Era só pra ser algo divertido e vira um drama.
Impressionante como isso quase sempre acontece...
Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena. Porque sempre que eu começo a me acostumar com esse seu jeito que fica sendo meu jeito, eu quebro a cara. eu sei, eu sei, nada de tentar mudar as pessoas, ja sei. Voce vale a pena. Eu valho a pena.
Queria entender porque voce fica tornando o nós tão dificil...
Quando eu to com você a noite é calma, perfeita e nem me importo com o tempo chuvoso estragando meus cabelos. É sempre bom te ver, estar perto de ti, assim concluo cada vez mais o quanto eu amo você. É especial, sei lá. Consegues ser doce e azedo, calmo e estressado, imprevisível e claro. O meu amor por você foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos tempos!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Me segura, não me solta nunca. Ando precisando tanto de você, ando colocando todas as minhas forças em apenas te amar. Me segura mais forte, não me deixa escapar. Eu não quero sair de perto de você, não quero te perder. Me acostumei com a sua presença, não sei dormir direito se não for contigo, não sei abraçar ninguém como te abraço, não consigo enxergar beleza em outra pessoa. Não consigo me imaginar na cama, no chuveiro, no carro com alguém que não tenha seus traços, com alguém que não tenha sua voz. E aí chove, e aí eu sinto de novo uma urgência em ver a chuva cair ao seu lado. E aí me forço a dormir, para que o outro dia venha rápido. E o outro dia me traz você de presente. Mas porque você tem sempre que ir embora de novo? Não! Não faça isso, me dê um chute no estômago, mas fica aqui. Não vai não, fica. Te imploro. E você não ouve, porque na verdade eu nunca te digo isso. Sempre respondo na maior calma: tchau, vai com Deus. E aí você me pergunta: esqueci alguma coisa? E meu interior grita: sim, esqueceu de mim, me leva com você. Mas respondo com a voz calma: não. E você me retorna um: se cuida. Claro que eu me cuido, me cuido por você, para amanhã quando você voltar meus cabelos ainda estejam bonitos, meu sorriso alegre e minha pele sem nenhum arranhão. Eu me cuido, fica tranqüilo, me cuido por você.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A gente sai de casa para ir numa festa ou para pegar a estrada, e antes que a porta atrás de nós se feche, ouvimos a voz deles, pai e mãe: te cuida. A recomendação sai no automático: tchau, te cuida. Um lembrete amoroso: te cuida, meu filho. A vida anda violenta, mas a gente não dá a mínima para este "te cuida" que a gente ouve desde o primeiro passeio do colégio, desde o primeiro banho de piscina na casa de amigos, desde a primeira vez que saímos a pé sozinhos. Pai e mãe são os reis do "te cuida", e a gente mal registra, tão acostumados estamos com estes que não fazem outra coisa a não ser querer nosso bem e nos amar para todo sempre, amém.
No entanto, lembro da primeira vez em que estava apaixonada, me despedindo dentro do carro, entre beijos mais do que bons, com aquele que devia ser um moleque mas para mim era um homem, e um homem estranho, uma vez que não era pai, irmão, primo, amigo ou colega. Depois do último beijo, abri a porta do carro e, antes de sair, ouvi ele dizer com uma voz grave e sedutora: te cuida.
Me cuidarei, pode deixar. Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo. Me cuidarei para me tocares com suavidade, para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele. E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos, cuidarei para não perder a hora, cuidarei para não me apaixonar por outro, cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.
Me cuidarei ao atravessar a rua, me cuidarei para não pegar um resfriado, me cuidarei para não ficar doente. Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos, nos momentos em que você não pode cuidar de mim.
Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje. É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir.
Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.
Meses depois, terminado o namoro sem beijos de despedida, saio do carro trancando o choro, ainda que o rompimento tenha sido resolvido de comum acordo. Abro a porta e já estou com uma perna pra fora quando ouço, sem nenhuma aflição por mim, apenas consciência de que não teríamos mais notícias um do outro: te cuida. Me cuidei. Só chorei quando já estava dentro do elevador.

(Martha Medeiros)