quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Me segura, não me solta nunca. Ando precisando tanto de você, ando colocando todas as minhas forças em apenas te amar. Me segura mais forte, não me deixa escapar. Eu não quero sair de perto de você, não quero te perder. Me acostumei com a sua presença, não sei dormir direito se não for contigo, não sei abraçar ninguém como te abraço, não consigo enxergar beleza em outra pessoa. Não consigo me imaginar na cama, no chuveiro, no carro com alguém que não tenha seus traços, com alguém que não tenha sua voz. E aí chove, e aí eu sinto de novo uma urgência em ver a chuva cair ao seu lado. E aí me forço a dormir, para que o outro dia venha rápido. E o outro dia me traz você de presente. Mas porque você tem sempre que ir embora de novo? Não! Não faça isso, me dê um chute no estômago, mas fica aqui. Não vai não, fica. Te imploro. E você não ouve, porque na verdade eu nunca te digo isso. Sempre respondo na maior calma: tchau, vai com Deus. E aí você me pergunta: esqueci alguma coisa? E meu interior grita: sim, esqueceu de mim, me leva com você. Mas respondo com a voz calma: não. E você me retorna um: se cuida. Claro que eu me cuido, me cuido por você, para amanhã quando você voltar meus cabelos ainda estejam bonitos, meu sorriso alegre e minha pele sem nenhum arranhão. Eu me cuido, fica tranqüilo, me cuido por você.

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