segunda-feira, 29 de novembro de 2010
"Não permita que eu me apegue e faça planos, não me deixe crer no que não há verdade. Vá antes de borrar minha maquiagem, ferir minha coragem, antes que eu jogue meus instintos de sobrevivência definitivamente pela janela do prédio como se não me importassem mais sentimentos próprios. Não provoque meus medos, não confunda meu discernimento e não destrua meu equilíbrio. Apenas vá."
domingo, 28 de novembro de 2010
Eu fecho a mão no punho e esfrego nos olhos, que insistem em lembrar do seu rosto, do seu jeito de olhar, me dá arrepios. E ai coloco as mãos no ouvindo, e tento não escutar a sua voz calma e doce. E ai aperto o peito, querendo esmagar o coração que morre por você, que te ama tanto e não pode mais te querer.
Eu, que adoro rir, nunca ri tão pouco. Meu riso e meu sorriso andam acanhados, tímidos, preferem ficar do lado de fora da festa observando tudo que acontece. Ando séria, introspectiva, fechada, refletindo sobre a vida. Me aconteceram coisas tão boas. Delas, procuro lembrar sempre. Me aconteceram coisas tão ruins. Delas, tiro lição. Dois mil e dez foi um ano marcante. E doído. Sei que não acabou ainda, mas já sentei no balanço para lembrar do que foi, do que não volta, do que ficou.
O tempo nem sempre cura tudo. Tenho feridas que já cicatrizaram, mas que insistem em latejar quando o dia está nublado. Tenho mágoas que já foram superadas, mas se lembro bem, se lembro forte, se penso nelas eu choro. E o choro dói, dói, dói como se fosse ontem.
O tempo nem sempre cura tudo. Tenho feridas que já cicatrizaram, mas que insistem em latejar quando o dia está nublado. Tenho mágoas que já foram superadas, mas se lembro bem, se lembro forte, se penso nelas eu choro. E o choro dói, dói, dói como se fosse ontem.
Pela primeira vez em 8 meses eu subi para a casa e não olhei para trás, afinal olhar para trás sempre deixa um pontinho de esperança. Não esperei você, não esperarei mais a sua vontade, a sua saudade bater. E enquanto isso, o que eu faço com a minha? Não! Chega! É ponto final para nós dois, pena que acabou antes de começar... Pena que você não sabe ver o quanto eu gosto de você, o quanto eu te quero para mim. Bom, azar o seu. Não olhei para trás, nunca mais olharei. Você ficou ali, naquela esquina é ponto final pra nós dois.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Hoje cheguei em casa era quase de manhã, ainda sentindo o efeito da bebida, observei devagar o céu. E por estar amanhecendo, por baixo, vi um azul claro, um azul lindo. E logo em seguida me chamou a atenção foram as estrelas, que começavam em um ponto do céu e faziam um caminho, estrada ou algo parecido. Caminhei pelas ruas ainda escuras e continuei observando. Algumas estrelas brilhavam tão forte, que me davam um alivio no peito. Já outras quase não as via, ofuscadas entre as mais brilhantes. Cheguei no portão de casa, parei e vi a última estrela, que terminava em outro ponto do céu, como o fim da estrada. A estrela mais brilhante, sozinha e brilhante e foi ai que te comparei a aquele momento. Acho que terei que passar por muitos momentos nesse caminho, alguns tão bons e mágicos, parecidos com as estrelas mais fortes. E outros momentos tão triste, tão sem esperança como aquelas estrelas com menos brilho. E no final, só no final eu iria conseguir você. Como um prêmio, o mais lindo dentre todos como aquela estrela no final, a mais linda dentre todas aquelas estrelas. Sorri aliviada por tudo ter um final. Mas será que eu conseguirei chegar até o fim desta estrada e por fim te ganhar por inteiro ou desistirei antes do meio? Esperei a resposta. Não veio. Voltei a olhar para o céu e desejei mais uma dose de martinni.
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