sábado, 28 de agosto de 2010



O AMOR DA MINHA VIDA, É VOCÊ!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Tenho ficado sozinha,
E tenho medos incontroláveis,
Dos temporais, da noite, das pessoas, dos barulhos.
Tenho tido sorte e, na maior parte do tempo, estou feliz,
Mas ainda assim, uma sensação de pavor tem me acompanhado.
Tenho tido sonhos ruins,
E ando acordando assustada constantemente.
Estou escrevendo demais,
Tenho tremedeiras repentinas,
Talvez seja apenas mais um efeito colateral.
Talvez seja apenas mais uma crise de abstinência,
De você!
Hoje eu parei para pensar em como tudo mudou depois que te conheci.
Não sou a mesma. Todo o meu orgulho de sempre está sumindo aos poucos, a frieza quando o assunto era amor desapareceu totalmente que quase não me lembro de como eu era antes de você chegar e me ganhar por inteira. Apareceram novos medos, como te perder ou não te ver. Mas ainda sorrio sozinha quando lembro do seu sorriso. Hoje eu te escrevo, só para deixar claro, mais uma vez, do quanto você vem modificando a minha vida, de como você vem mexendo dentro de mim, adicionando coisas totalmente desconhecidas pelo meu corpo e retirando algumas coisas que eu nem sabia que existia. Dores de estomago, dores de cabeça, dores no coração. E eu acho que te amo. Mesmo você sendo assim tão sério, tão responsável. Logo eu que sempre gostei de travessuras e risadas altas, e sei que com você isso nunca vai acontecer e talvez eu não queria mesmo que aconteça! Gosto tanto de você assim que não ás vezes acho que não seria capaz de mudar nada. Eu te gosto muito, meu homem adorável dos olhos verdes-escuros.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

VINÍCIUS FERNANDO KARLINKE ; (L)

Me dói tanto saber que você tem uma vida totalmente diferente e distante da minha. Me dói tanto lembrar de que você nem lembra que eu existo e eu aqui vivendo só para ver seu sorriso, pra ouvir a sua voz rouca. E to aqui, sentindo a sua falta, sentindo dor com as novidades sobre a sua vida pessoal. Não era pra virar sentimento pessoal, era pra gostar apenas das suas músicas e só. Mas você com esse jeitinho foi entrando e não sai nunca mais. No fundo eu estou feliz, porque você está feliz. Só to entendendo cada dia mais, que nunca nada vai mudar, você ai e eu aqui. Mesmo com todos os contras, eu te amo. Ou melhor, eu não te amo, porque essa frase se tornou fútil demais. Então, eu te respiro.
Quando te vi pela primeira vez, te achei estranho, confesso. Cara de mal, sem nenhum sorriso no rosto. Comentei com uma amiga e pronto. Tive a sensação de não querer mais te olhar, nunca mais... Alguma coisa em mim dizia de que se eu me aproximasse muito não ia dar certo. Devia não ter olhado, nem o encontrado novamente. Mas encontrei outra vez e outra e outra. Toda vez nascia um sorriso em meu rosto, e a vontade de te decifrar. Descobrir quem você é, o porque da sua seriedade. Analisar seus lábios, seus olhos, seu corpo. Te descobrir devagar, sem nenhuma pressa.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fiquei alegre também: choro quando choram perto de mim, mas se começam a voar,
saio voando junto.



(Lygia Fagundes Telles)
As pessoas olhavam pra mim e diziam: "é impossível, cara. É impossível você chegar até aqui". Manda eles pra puta que pariu, é possível SIM! É possível realizar o sonho de vocês sim. Vocês são capazes. Acreditem em vocês. Você pode, cara. Se você não acreditar em você, ninguém vai acreditar. Luta pelo seu sonho. Nesse ano, luta por você... que você vai chegar aonde você quer. (Dinho)

domingo, 15 de agosto de 2010

Sinto-me parada. Parada no tempo. Todo mundo feliz, seguindo a vida bem e com um belo sorriso no rosto, e eu aqui sem expressão alguma no rosto e repito: parada. Parada na dele, naquele jovem rapaz. Bonito, acho que seria pouco. Lindo, quase uma perfeição diante dos meus olhos e de metade do mundo. Lábios grandes que quase nunca viram um sorriso na vida. Olhos pequenos e verdes. E quando me perdia naqueles olhos era a mesma coisa em que mergulhar em um oceano calmo e profundo em um fim de tarde. A mesma sensação de entrar em uma piscina em que seus pés não alcancem mais o piso. Ou pode-se comparar com aquele último brinquedo, o mais bonito, porém o mais difícil de pegar. E ás vezes quando sentes que estás perto de agarrar, escorrega e pronto! Estaca zero novamente. É assim que eu me sinto em relação a ele. Longe, distante quase no fim da rua e às vezes tão perto, como se ele já estivesse em meu futuro. Estranho, não acha?
Era para ter sido apenas mais história, com algumas músicas que traduziam o pouco sentimento. Mas foi mais, teve coração, teve desejo, teve vontade de morrer abraçado com ele. Teve vontade de abraçá-lo e só. Parar os minutos, os dias e só. Ficar ali pra sempre, admirando tamanha beleza e sentindo o estomago revirar de tanto amor. Não sentindo todo o resto do corpo, só algumas partes que se tornam involuntárias perto dele.
Sem falar na sensação que fica quando ele se vai, alguma coisa por dentro grita pela volta, grita por algum olhar e é ai que entram todas as lembranças. Lembranças, lágrimas iluminadas pela luz fraca do celular. E a saudade grita por você, chama seu nome e sobrenome soletrados. Eu preciso esquecê-lo, não que eu queira sabe? Mas eu preciso, antes que tudo piore mais e se piorar mais não sei o que vai ser. Justo ele, que preserva tanto a justiça, roubou a minha paz, roubou toda a alegria que eu sentia por viver. E é por isso que vou procurar me manter afastada e quando souber de alguma noticia boa, vou fingir que nada aconteceu, mas vou estar feliz por ele, por estar feliz porque ele é feliz sem mim. E se estiveres triste, eu largo tudo, abandono qualquer plano para ficar ali e seguro a mão dele, que quase cobre a minha e se me pedir pra esquecer tudo o que eu estou escrevendo aqui, eu esqueço. Se me pedir pra nunca mais olhar, eu não olho. Só não me peças para não chorar, porque é impossível. Como foi impossível não te gostar tanto assim. Mesmo que não dê em nada, nunca vou esquecer-me do amor irracional que ele me fez sentir, nunca vou me esquecer do sentimento diferente que só ele me fez valer e vou lamentar-me pelo resto de meus dias: poderia tê-lo amado mais, protegido ele mais e ter ficado por perto mais. Porque sei que vou me arrepender desta ultima decisão: afastar-me. Sei que é uma atitude burra, uma atitude cega, mas eu repito: eu não quero, eu preciso. Tão pouco tempo perto dele e vou desperdiçá-lo, vida injusta. E daqui um tempo, vou ouvir mil músicas e vou lembrar-me das suas palavras, da sua voz doce e da sua necessidade em não me machucar, em não me decepcionar. E ai eu não vou suportar mais lembrar e tentarei me convencer de que se perdeu, ele se perdeu de mim e pronto. Passou. Vai passar. E vou me pegar pensando: estou feliz de novo.
Você me provoca, você me perturba. Joga água e sai correndo. Atira a pedra e me acerta de raspão. Me espia no escuro e mostra a língua. Me xinga. Me atiça. Invade o meu sossego. Meu refúgio. Pisa no meu ninho com os sapatos sujos. Na minha toca. Sem saber o meu tamanho, até onde vai meu bote, você me provoca achando que não há perigo. Sem conhecer a força da minha mordida, o tamanho dos caninos. Você me provoca sem esperar a picada. Sem saber que ainda não inventaram antídoto pro meu tipo de veneno.
Eu sei o que você pensa quando olha pra mim. Talvez se eu fosse mais comportada, falasse mais baixo e não chamasse tanta atenção. Talvez se eu bebesse um pouco menos, te desse menos trabalho e não fosse tão do agora. Talvez se eu não tivesse chegado tão perto, nem te tocado tão fundo, nem sido tão eu... talvez haveria alguma possibilidade.
Faz tanto tempo que não vejo seu sorriso, que chego a me arrepiar de dor. E quando vai ficando mais forte, eu corro para o banheiro, ligo o chuveiro no máximo e esfrego minha pele para tirar o dolorido. Deixo a água correr para o esgoto para que a saudade desapareça junto com as águas. E por fim, me seco em uma tentativa inútil de sumir com todo esse amor de dentro de mim. Mas, cara, eu não consigo entender que todo esse amor, essa saudade, essa dor é por dentro e por dentro não há lavagem que cure. (Valéria Salmin)
"Não que eu queira te esquecer, eu preciso."

"O que eu queria era alguém que me recolhesse como um menino desorientado numa noite de tempestade, me colocasse numa cama quente e fofa, me desse um chá de laranjeira e me contasse uma história. Uma história longa sobre um menino só e triste que achou, uma vez, durante uma noite de tempestade, alguém que cuidasse dele."

Foi esse sorriso que doeu. Doeu pelo resto da vida.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos e melosos.
Só olhar para ele, sentar ao lado, ouvir a voz, faz tudo ficar mais feliz.
Por que sinto falta de você? Por que esta saudade?
Eu não te vejo, mas imagino suas expressões, sua voz, teu cheiro...
Machado de Assis
Eu só quero que você entenda que eu te mando embora querendo que você fique. Penso em não te querer mais sonhando em como te ter mais um pouco. Fico com raiva de você e isso passa. Quero mais carinho e isso me cansa. Penso que você é um ser inatingível, um ser que vive num mundo fechado a mil chaves e cadeados...
“Olhos nos olhos, quero ver o que você diz, quero ver como suporta me ver tão feliz.”
"Se dependesse só de amor eu ainda estaria com você."

"se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde às três eu começarei a ser feliz"

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

É que, vendo você ser tão meu e querendo apenas o meu bem, eu não sei o que falar. Me faltam palavras pra descrever o quão é maravilhoso estar com você. Quando você sorri, e ficam à mostra as suas covinhas... Meu Deus, como é lindo! Desculpa não demonstrar a todo tempo que sou louca por você. Mas eu tenho medo. Medo de estragar tudo, de que você vá embora. Então eu me contento que está tudo bem, que nada está acontecendo e não mostro o verdadeiro sentimento que tá aqui dentro. Te ignorando, fingindo que não estou aqui muito menos aí pro que você fala. Por que, meu Deus? Por que é tão difícil amar e se deixar amar? Por que querer ser feliz me parece tão complicado? É você que me faz feliz.
eu tenho MEDO de acreditar em você, de te desejar tanto tanto e acabar descobrindo que eu ainda tenho um coração e que ele ainda pode amar muito alguém. Não, eu digo a mim mesma, eu não vou me apaixonar e nem desejar saber tudo ao seu respeito, querer conhecer sua mãe e ser apresentada aos seus amigos.
Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena.Você é uma pessoa gentil, simpática e diz todas as coisas que deveria, pena que você não sabe que esse é seu maior problema. Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Minha vontade é esquecer você. Apagar você da minha vida. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Imaginar nossa vida juntos, naquela casa bonita com cachorros e com a sua filha correndo pela sala. Então eu percebo: IT'S ME, e minhas vontades são bipolares demais. só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você.
“Mas eu gostava dele, dia mais dia, mais gostava. Digo o senhor: como um feitiço? Isso. Feito coisa-feita. Era ele estar perto de mim, e nada me faltava. Era ele fechar a cara e estar tristonho, e eu perdia meu sossego.”

"Não sabem quem eu sou nem de onde eu vim. Só conseguem enxergar o que eu revelo. nunca olham por baixo do pano. se eu rio, acham que estou alegre. E não sabem que às vezes quando eu rio com força demais, é que estou à beira do desespero."

"Eu queria escrever alguma coisa minha. Bonita e simples.
Mas só consigo pensar na falta que você me faz de vez em quando.
E é isso. Você me faz tanta falta de vez em quando…"

" Eu me sentia meio idiota* toda vez que me deparava
contigo sorrindo pra mim. E mais idiota ainda, por saber que
eu era totalmente dependente dessa situação.
Tentei entender o porquê de eu gostar de você, você gostar
de mim, e não estarmos juntos. Claro . . Claro, um dia todo mundo
cai na real, existem tantas formas de gostar, não é?
O que eu sentia felizmente ou infelizmente era o resultado
da soma do que tu sentia vezes todos os segundos do dia.
Ou seja, o que eu sentia por ti era infinitamente* maior do que
o que tu sentia por mim. De volta ao mundo real.
Fui longe, voltei, saí, voltei, te quis, voltei, cansei, voltei . .
Pra nunca te abandonar. Isso era um clichê estúpido e cansativo já.
Tenho que confessar que às vezes tenho um pensamento egoísta,
só falo sobre o que eu sinto. Mas eu sou isso sim, alias, todos são.
Pra fugir um pouco do comum então, me conta alguma coisa
do teu dia, em específico como tu te sente quando fecha os
olhos e te depara sozinho, sem ninguém com quem contar."

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

"E eu choro e ouço todos dizendo passa, que vai passar. Mas esse é o problema, não quero que passe. Quero ser tua, quero que você seja meu. Quero poder sempre te amar e ouvir o quanto sou amada, quero poder acordar com você me enchendo de beijo ou simplesmente acordar pra ver o quanto é lindo você dormindo. Mas do meu lado, eu quero você do meu lado. Será que ninguém entende? Tudo bem, sou bonita, legal, simpática e tem até uns carinhas legais me procurando por aí, mas nenhum deles sequer tem a capacidade de se parecer um pouquinho com você. Nenhum deles lembra seu jeito doce de encarar a vida e de me acalmar um dia antes daquela entrevista chata de emprego. Nenhum deles me faz rir como você faz. Agora vocês me entendem? Agora sabem porque eu choro? Porque não quero que passe. Eu quero poder acreditar que aquela sua jura de amor eterno é verdadeira."
Sempre te amei, na verdade acho que me acomodei em te amar, sabe quando a gente faz de tudo, põe defeitos nas novas pessoas que estão aparecendo só para o amor que sentimos não sumir? Pois é, eu colocava defeito em todos, não queria deixar de te amar, mas ai apareceu uma pessoa que me tocou profundamente, e eu senti medo – o que sentia por ti já estava se modificando, sumindo – e percebi que só deixamos de amar uma pessoa quando somos tocados profundamente por outra.
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia."

"Às vezes me espanto e me pergunto como pudemos a tal ponto mergulhar naquilo que estava acontecendo, sem a menor tentativa de resistência. Não porque aquilo fosse terrível, ou porque nos marcasse profundamente ou nos dilacerasse - e talvez tenha sido terrível, sim, é possível, talvez tenha nos marcado profundamente ou nos dilacerado - a verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou."

Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "eu gosto de você". Gosto de mim.

"...e eu ria também porque te queria rindo"

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

tudo do Caio ;*

Te quero imensamente. Meu coração bate forte.

Não te tocar, não pedir um abraço, não pedir ajuda, não dizer que estou ferido, que quase morri, não dizer nada, fechar os olhos, ouvir o barulho do mar, fingindo dormir, que tudo está bem, os hematomas no plexo solar, o coração rasgado, tudo bem.

Mesmo que a gente se perca, não importa que tenha se transformado em passado antes de virar futuro, mas que seja bom o que vier, para você, para mim.
Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis.
... E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim - para não querer, violentamente não querer, de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura.

"Fiquei durante muito tempo trancado no quarto hoje. E tive que lutar várias vezes contra o desejo de chorar. Ainda estou lutando. Não vou chorar."

"eu te amei muito.
Nunca disse, como você também não disse, mas
acho que você soube.
Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar.
Pena também que a gente se envergonhe de dizer,
a gente não devia ter vergonha
do que é bonito.
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo,
e que então tudo vai ser mais claro,
que não vai mais haver medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe,
e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi
de você e voltei e tornei a fugir.
São coisas difíceis de serem contadas,
mais difíceis talvez de serem compreendidas
— se um dia a gente se encontrar de novo, em amor,
eu direi delas, caso contrário não será preciso.
Essas coisas não pedem resposta nem ressonância
alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor
e ternura que eu tinha — e tenho — pra você.
Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém,
como você existe em mim."


"Tive vontade de sentar na calçada da rua augusta e chorar, mas preferi entrar numa livraria, comprar um caderno lindo e anotar sonhos."

"Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e
me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez,
as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a
queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais
indefinido -e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo
tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e
que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você
aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas o dilaceramento foi só meu,
como só meu foi o desespero."

Que te dizer? Que te amo, que te esperarei um dia numa rodoviária, num aeroporto, que te acredito, que consegues mexer dentro-dentro de mim?É tão pouco. Não te preocupa. O que acontece é sempre natural — se a
gente tiver que se encontrar, aqui ou na China, a gente se encontra

"Vê se ri um pouco. Tenho aprendido que tudo tem jeito,
o tempo é remédio pra tudo, vivendo e aprendendo."

Ando sentindo umas coisas que não entendo direito. Não gosto de não entender o que sinto. Não gosto de lidar com o que não conheço. Eu nunca vivi nada assim.

"e de novo então me vens, e me chegas e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida..."

terça-feira, 3 de agosto de 2010

"Assim: deixa a vida te lavrar a alma, antes, então a gente conversa. Deixa você passar dos trinta, trinta e cinco, ir chegando nos quarenta e não casar e nem ter esses monstros que eles chamam de filhos, casa própria nem porra nenhuma. Acordar no meio da tarde, de ressaca, olhar sua cara arrebentada no espelho. Sozinho em casa, sozinho na cidade, sozinho no mundo."
Hoje eu estava assim: mais lento, mais verdadeiro, mais bonito até. Hoje eu diria qualquer coisa se você telefonasse. Por dentro também eu estava preparado para dizer, um pouco porque eu não agüento mais ficar esperando toda hora você telefonar ou aparecer, e quando você telefona ou aparece com aquelas maçãs eu preciso me cuidar para não assustar você e quando você me pergunta como estou, mordo devagar uma das maçãs que você me traz e cuido meus olhos para não me traírem e não te assustarem e não ficarem querendo entrar demais dentro dos teus olhos, então eu cuido devagar tudo o que digo e todo movimento, porque eu quero que você venha outras vezes (...)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

- CAIO FERNANDO ABREU

"Mas para atravessar agosto, pensei agora, é preciso principalmente não se deter demais no tema. Mudar de assunto, digitar rápido o ponto final."

"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança."


"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? (...) e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”.


Porque eu não desejava conversar, pessoas se preocupam demasiadamente e eu não precisava de especulações, conversas enfadonhas e repetir tudo o que estava acontecendo comigo. Não.
Eu não quero falar sobre isso. Isso o quê? Se eu tivesse noção do que era... Acontece que esses dias estão tortuosos e eu não desejo levantar-me daqui, a poltrona já adquiriu o formato do meu quadril e a TV me dá o entretenimento necessário para continuar trancafiada aqui. Sossego é o que eu quero.Desde que ele fora embora, eu ouço versos que me falam sobre amores arruinados, o coração já não bate, esquecera completamente o tal do Tum-tum-tum. Será que o coração bate assim? Há algum tempo que não sei como ele reage, porque os dias estão vazios. Sabe toda aquela ideologia de que é possível viver sozinho? Pois é. Acreditava nisso piamente porque ele estava ao meu lado, agora que se foi, tudo é cinza.

"E te espero. E te curto todos os dias. E te gosto. Muito."

"A alma é safada, a carne é fraca, e o diabo ainda atenta." hahahaha

Ontem, por incrível que pareça, todos os lugares que pisei, eu te procurei.

''E eu chorei um oceano inteiro essa noite. Eu precisava esvaziar!''

hora de fazer tudo o que sempre quis.
E é maravilhoso ver que tudo o que sempre quis é
simples, belo, acessível, fácil, do bem.
O que nunca pensei é que pudesse ser assim tão vazia uma casa sem um anjo. Dentro de mim existe alguma coisa que espera a sua volta, de repente, não sei se pela janela ou se aparecerá novamente no mesmo lugar. Para prevenir surpresas, tenho deixado sempre abertas todas as janelas e todas as portas.

domingo, 1 de agosto de 2010

Sei que eu não posso querer você só de vez em quando, nem fazer você esperar eu me desapaixonar. Só fica mais um pouco. É da sua companhia que eu preciso pra respirar agora. Não precisa dizer nada, não precisa parar. Só passe de vez em quando, uma vez na semana está ótimo. Só me dê a segurança de tê-lo sempre por perto. Você acharia muito estranho se eu dissesse que quando você passa, tudo para? Menos meu coração que insiste em querer sair pela boca e ir ao seu encontro. Você acharia muito estranho se eu dissesse que eu aceito tudo de você? Pode fugir de mim, mas me busca nesse seu abraço tão maior que eu. Pode cortar meus assuntos, pode ficar vazio de repente. Eu sei que a culpa é só minha. Provoca minhas inseguranças, de tanto que eu já provoquei as suas. Pega meu ponto mais fraco e torce até sair minha última gota de orgulho. Esfrega bem na minha cara o que eu perdi, esfrega na minha cara que eu odeio estar apaixonada, mas estou completamente louca por você.
No meio do nada, você apareceu. Me olhou, sorriu, e eu fiquei muda. Muda. Você e o seu sorriso lindo. Eu e minha falta de palavras. Eu te olhava e você caminhava. Caminhava em minha direção e sorria. Falta de espaço, falta de frases, falta de ar. Ai, meu Deus, me deixa viver agora. Eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. Ele sorria e seus olhos ficavam cada vez mais pequenos. Meu Deus, eu queria acordar e olhar para aqueles olhos todos os dias da minha vida. Estomago revirando. Eu me acostumo com as náuseas, com o nó na garganta. Prometo pegar na mão dele e nunca mais soltar, prometo não deixar ele se perder nunca de mim.
Eu não te pergunto nada. Nadinha mesmo. Eu penso assim: se um anjo tão lindo entrou na minha vida, em uma altura dessa do campeonato e sentou bem em minha frente, ele deve saber exatamente o que está fazendo, então, eu espero.
Eu gosto do seu gosto, da sua pele, do seu sorriso, do formato perfeito da sua boca. Eu amo seus olhos, eu amo suas bochechas, a leve volta que faz sua sobrancelha, as duas pequenas covinhas que se formam quando você sorri. Eu também gosto da maneira como você fala, de como explica as coisas e como se desespera com alguma empolgação. Presto a atenção em todas as suas palavras, em todos os gestos que faz com a mão e quando percebo já estou novamente concentrada em seus olhos, verdes, como qualquer folha que cai sobre meus pés e falando nisso, eu estou sob seus pés, eu estou completamente parada na sua. Fazia muito tempo que eu não tinha vontade de sorrir para nada nem para ninguém, ai você apareceu. Apareceu assim, do nada. E tudo foi se modificando muito rápido. O que era apenas desejo, virou vontade de matar esse desejo e agora aquela palavra que me dói dizer, virou sabe o que? Virou amor.
Hoje decidi te esquecer, mas amanhã vou te ver. Ah, esquece esse texto todo. Deixa só eu olhar pra você, sem respirar, sem falar, sem me mover. Acho que esse é o relacionamento mais humano que eu já tive: Só eu sinto, só eu sofro, só eu acho que existe.