Levou um tempinho, mas eu aprendi que é verdade mesmo.
Não ligou porque não quis ligar.
Não enviou e-mail porque não quis enviar.
Não mandou SMS porque não quis mandar.Quanto tempo você leva pra ligar, enviar um e-mail ou SMS só pra dizer "e aí, tudo bem? nossa, tô trabalhando demais/ minha mãe tá doente/ meu cachorro morreu. assim que as coisas melhorarem eu te ligo"?
Eu levo menos de cinco minutos.
domingo, 30 de janeiro de 2011
Era só pra ser algo divertido e vira um drama.
Impressionante como isso quase sempre acontece...
Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena. Porque sempre que eu começo a me acostumar com esse seu jeito que fica sendo meu jeito, eu quebro a cara. eu sei, eu sei, nada de tentar mudar as pessoas, ja sei. Voce vale a pena. Eu valho a pena.
Queria entender porque voce fica tornando o nós tão dificil...
Impressionante como isso quase sempre acontece...
Você não sabe, mas quando eu chego em casa eu repasso cada palavra que você disse, cada gesto que você fez, cada beijo seu e me pergunto se vale mesmo a pena. Porque sempre que eu começo a me acostumar com esse seu jeito que fica sendo meu jeito, eu quebro a cara. eu sei, eu sei, nada de tentar mudar as pessoas, ja sei. Voce vale a pena. Eu valho a pena.
Queria entender porque voce fica tornando o nós tão dificil...
Quando eu to com você a noite é calma, perfeita e nem me importo com o tempo chuvoso estragando meus cabelos. É sempre bom te ver, estar perto de ti, assim concluo cada vez mais o quanto eu amo você. É especial, sei lá. Consegues ser doce e azedo, calmo e estressado, imprevisível e claro. O meu amor por você foi a melhor coisa que aconteceu nos últimos tempos!
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Me segura, não me solta nunca. Ando precisando tanto de você, ando colocando todas as minhas forças em apenas te amar. Me segura mais forte, não me deixa escapar. Eu não quero sair de perto de você, não quero te perder. Me acostumei com a sua presença, não sei dormir direito se não for contigo, não sei abraçar ninguém como te abraço, não consigo enxergar beleza em outra pessoa. Não consigo me imaginar na cama, no chuveiro, no carro com alguém que não tenha seus traços, com alguém que não tenha sua voz. E aí chove, e aí eu sinto de novo uma urgência em ver a chuva cair ao seu lado. E aí me forço a dormir, para que o outro dia venha rápido. E o outro dia me traz você de presente. Mas porque você tem sempre que ir embora de novo? Não! Não faça isso, me dê um chute no estômago, mas fica aqui. Não vai não, fica. Te imploro. E você não ouve, porque na verdade eu nunca te digo isso. Sempre respondo na maior calma: tchau, vai com Deus. E aí você me pergunta: esqueci alguma coisa? E meu interior grita: sim, esqueceu de mim, me leva com você. Mas respondo com a voz calma: não. E você me retorna um: se cuida. Claro que eu me cuido, me cuido por você, para amanhã quando você voltar meus cabelos ainda estejam bonitos, meu sorriso alegre e minha pele sem nenhum arranhão. Eu me cuido, fica tranqüilo, me cuido por você.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
A gente sai de casa para ir numa festa ou para pegar a estrada, e antes que a porta atrás de nós se feche, ouvimos a voz deles, pai e mãe: te cuida. A recomendação sai no automático: tchau, te cuida. Um lembrete amoroso: te cuida, meu filho. A vida anda violenta, mas a gente não dá a mínima para este "te cuida" que a gente ouve desde o primeiro passeio do colégio, desde o primeiro banho de piscina na casa de amigos, desde a primeira vez que saímos a pé sozinhos. Pai e mãe são os reis do "te cuida", e a gente mal registra, tão acostumados estamos com estes que não fazem outra coisa a não ser querer nosso bem e nos amar para todo sempre, amém.
No entanto, lembro da primeira vez em que estava apaixonada, me despedindo dentro do carro, entre beijos mais do que bons, com aquele que devia ser um moleque mas para mim era um homem, e um homem estranho, uma vez que não era pai, irmão, primo, amigo ou colega. Depois do último beijo, abri a porta do carro e, antes de sair, ouvi ele dizer com uma voz grave e sedutora: te cuida.
Me cuidarei, pode deixar. Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo. Me cuidarei para me tocares com suavidade, para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele. E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos, cuidarei para não perder a hora, cuidarei para não me apaixonar por outro, cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.
Me cuidarei ao atravessar a rua, me cuidarei para não pegar um resfriado, me cuidarei para não ficar doente. Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos, nos momentos em que você não pode cuidar de mim.
Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje. É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir.
Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.
Meses depois, terminado o namoro sem beijos de despedida, saio do carro trancando o choro, ainda que o rompimento tenha sido resolvido de comum acordo. Abro a porta e já estou com uma perna pra fora quando ouço, sem nenhuma aflição por mim, apenas consciência de que não teríamos mais notícias um do outro: te cuida. Me cuidei. Só chorei quando já estava dentro do elevador.
(Martha Medeiros)
No entanto, lembro da primeira vez em que estava apaixonada, me despedindo dentro do carro, entre beijos mais do que bons, com aquele que devia ser um moleque mas para mim era um homem, e um homem estranho, uma vez que não era pai, irmão, primo, amigo ou colega. Depois do último beijo, abri a porta do carro e, antes de sair, ouvi ele dizer com uma voz grave e sedutora: te cuida.
Me cuidarei, pode deixar. Me cuidarei para estar inteira amanhã de novo, para te ver de novo, te beijar de novo. Me cuidarei para me tocares com suavidade, para nunca encontrares um arranhão sobre a minha pele. E cuidarei do meu humor, dos meus cabelos, cuidarei para não perder a hora, cuidarei para não me apaixonar por outro, cuidarei para não te esquecer, vou me cuidar.
Me cuidarei ao atravessar a rua, me cuidarei para não pegar um resfriado, me cuidarei para não ficar doente. Me cuidarei, meu amor, enquanto estiver longe dos teus olhos, nos momentos em que você não pode cuidar de mim.
Fica a meu encargo voltar pra você do mesmo jeito que você me viu hoje. É de minha responsabilidade não ficar triste, não deixar ninguém me magoar, não deixar que nada de ruim me aconteça porque você me ama e não agüentaria. Claro que me cuido, nem precisava pedir.
Te cuida, dissera ele. E eu ouvi como se fosse um te amo.
Meses depois, terminado o namoro sem beijos de despedida, saio do carro trancando o choro, ainda que o rompimento tenha sido resolvido de comum acordo. Abro a porta e já estou com uma perna pra fora quando ouço, sem nenhuma aflição por mim, apenas consciência de que não teríamos mais notícias um do outro: te cuida. Me cuidei. Só chorei quando já estava dentro do elevador.
(Martha Medeiros)
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