É como tentar entender uma língua que jamais ouvi falar, querer enxergar algo no escuro,
acreditar sem esperança,é como sentir frio em um deserto, e como eu gostaria que tudo
fosse mais simples. Mesmo sendo complicado e muito dolorido eu sigo aqui te esperando,
com a leve certeza de um dia encontra-lo novamente, pra dizer tudo que sofri, todas
as lágrimas que caiam e eu as limpava rapidamente para ninguém perceber. Mas eu percebia,
eu me doía por dentro. Me corróia a idéia de não te ver. E foi exatamente assim que aconteceu.
Você se foi e hoje vivo andando no escuro, te procurando dentro de todos os carros que me
lembram o seu, mas não é você ali e talvez nunca mais eu te veja mesmo, eu sabia que isso
poderia acontecer e deixei você escapar entre meus dedos.
Seu telefone toca, você atende, espero ouvir pelo menos duas vezes a sua voz e desligo.
Será que algum dia eu terei coragem de falar? "Oi tudo bem? Lembra de mim? Pois é, eu te amo!"
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
E como dói te ter distante de mim, tão perto dos meus sonhos. Sentir sua presença na sua ausência o tempo todo.
Tenho sonhado constantemente com nós dois, tenho imaginado encontros, beijos e carinhos que parecem não chegar.
Já pensei em ir atrás de você, será que você lembraria de mim? Acho que não.
Fui apenas mais uma no meio daquela sala lotada.
Me lembro quando te pegava olhando pra mim, destraído e ficava sem graça quando nossos olhos se misturavam,
ou quando eu me levantava somente para ficar em pé ao seu lado e depois perguntar pra alguma amiga
se nós dois juntos combinaria... E adivinha a resposta: Combinam!
Isso que é o pior de tudo: combinavamos. Você tem tudo que eu procurei em uma pessoa.
A paciência pro meu jeito extressado. O bom humor para me fazer sorrir. O jeito menino e ao mesmo tempo homem
pra me fazer delirar. Você é o que eu preciso.
A vida tem separado nossos caminhos, a cada dia que passa te sinto mais distante, sinto
como se tudo o que vivemos um dia estivesse indo embora, pra tão longe de nossos pensamentos.
Eu queria pegar as chaves do carro e dirigir até sua casa só para te ouvir dizer: Você é maluca.
Que saudade dessa sua frase, que saudade dessa sua voz.
Tudo o que eu queria era te ver voltar, era te ver chegar. Onde você está agora? Tenho me perguntado
isso todos os segundos e desejado estar por perto. Sinto tanto por ter te deixado partir,
eu deveria ter feito algo diferente. Será que já não sou a sua menina loira e maluca?
Será que você já encontrou outra que você julgue parecida comigo. Tenho tanto medo de já não ser a sua menina.
A noite mais temida da minha semana chega, quarta feira, 22:00. A novela termina e eu tenho que deitar em minha cama,
sabendo ali irei te encontrar, nas recordações e ali ficarei rolando horas na cama até que eu não consiga mais segurar e chore.
Ouvindo qualquer música do Nechiville: Preciso te encontrar pra dizer tudo que sofri.
Sinto vontade de gritar essa frase, quem sabe alguém não escute e te traga pra perto novamente.
Te ver voltando. Te ver voltando, sorrindo. Te ver voltando, sorrindo e pra ficar.
Lembro-me que todas as quintas feiras eu vivia feliz.
Era o dia que nós conversamos tudo o que tinhamos direito, lembra?
Ás vezes o assunto nem me interessava, mais deixava você falar só para continuar ouvindo sua voz e ali
eu ficaria pela vida toda... Parada em você, estacionada na sua insistência em ser perfeito para mim.
Deixava você rir das coisas mais sem graças, só para ficar decorando o som do seu riso. E finjia que não via
você me olhando com curiosidade, quando pronuncia qualquer assunto com a menina que sentava ao meu lado,
só para ver como seus olhos ficavam quando me observava.
Eu faria tudo por você, só para que você não me deixasse, mas foi impossível, você se foi mesmo assim.
Não ter você é como não ter metade do meu coração. Impossivel de sobreviver. Eu disse que me acostumaria com a sua falta.
Mas não, eu estava enganada. Nunca vou me acostumar, nunca mais irei ver minhas quintas feiras como
um dia normal. Você sempre estará ali, me cercando, me invadindo por dentro! E não tem possibilidades de mudar.
Me resta sua foto. Aquela que você nunca soube que eu tirei, escondido dos seus olhos. Aquela foto me dói tanto,
que evito ve-la, mais em dias como hoje é impossível não querer dar um zoom na sua boca, nos seus olhos,
só para ter a certeza de que jamais esquecerei nada que envolva você.
Quero te encontrar, preciso te encontrar.
Tenho sonhado constantemente com nós dois, tenho imaginado encontros, beijos e carinhos que parecem não chegar.
Já pensei em ir atrás de você, será que você lembraria de mim? Acho que não.
Fui apenas mais uma no meio daquela sala lotada.
Me lembro quando te pegava olhando pra mim, destraído e ficava sem graça quando nossos olhos se misturavam,
ou quando eu me levantava somente para ficar em pé ao seu lado e depois perguntar pra alguma amiga
se nós dois juntos combinaria... E adivinha a resposta: Combinam!
Isso que é o pior de tudo: combinavamos. Você tem tudo que eu procurei em uma pessoa.
A paciência pro meu jeito extressado. O bom humor para me fazer sorrir. O jeito menino e ao mesmo tempo homem
pra me fazer delirar. Você é o que eu preciso.
A vida tem separado nossos caminhos, a cada dia que passa te sinto mais distante, sinto
como se tudo o que vivemos um dia estivesse indo embora, pra tão longe de nossos pensamentos.
Eu queria pegar as chaves do carro e dirigir até sua casa só para te ouvir dizer: Você é maluca.
Que saudade dessa sua frase, que saudade dessa sua voz.
Tudo o que eu queria era te ver voltar, era te ver chegar. Onde você está agora? Tenho me perguntado
isso todos os segundos e desejado estar por perto. Sinto tanto por ter te deixado partir,
eu deveria ter feito algo diferente. Será que já não sou a sua menina loira e maluca?
Será que você já encontrou outra que você julgue parecida comigo. Tenho tanto medo de já não ser a sua menina.
A noite mais temida da minha semana chega, quarta feira, 22:00. A novela termina e eu tenho que deitar em minha cama,
sabendo ali irei te encontrar, nas recordações e ali ficarei rolando horas na cama até que eu não consiga mais segurar e chore.
Ouvindo qualquer música do Nechiville: Preciso te encontrar pra dizer tudo que sofri.
Sinto vontade de gritar essa frase, quem sabe alguém não escute e te traga pra perto novamente.
Te ver voltando. Te ver voltando, sorrindo. Te ver voltando, sorrindo e pra ficar.
Lembro-me que todas as quintas feiras eu vivia feliz.
Era o dia que nós conversamos tudo o que tinhamos direito, lembra?
Ás vezes o assunto nem me interessava, mais deixava você falar só para continuar ouvindo sua voz e ali
eu ficaria pela vida toda... Parada em você, estacionada na sua insistência em ser perfeito para mim.
Deixava você rir das coisas mais sem graças, só para ficar decorando o som do seu riso. E finjia que não via
você me olhando com curiosidade, quando pronuncia qualquer assunto com a menina que sentava ao meu lado,
só para ver como seus olhos ficavam quando me observava.
Eu faria tudo por você, só para que você não me deixasse, mas foi impossível, você se foi mesmo assim.
Não ter você é como não ter metade do meu coração. Impossivel de sobreviver. Eu disse que me acostumaria com a sua falta.
Mas não, eu estava enganada. Nunca vou me acostumar, nunca mais irei ver minhas quintas feiras como
um dia normal. Você sempre estará ali, me cercando, me invadindo por dentro! E não tem possibilidades de mudar.
Me resta sua foto. Aquela que você nunca soube que eu tirei, escondido dos seus olhos. Aquela foto me dói tanto,
que evito ve-la, mais em dias como hoje é impossível não querer dar um zoom na sua boca, nos seus olhos,
só para ter a certeza de que jamais esquecerei nada que envolva você.
Quero te encontrar, preciso te encontrar.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Todos os outros só me serviram pra provar o quanto ele era perfeito, mesmo sendo o mais cheio de defeitos. Todos os outros só me trouxeram uma saudade ainda mais dolorida dele, só me fizeram querer ele mais perto, só me deram forças pra buscá-lo. Nenhum foi amor, nenhum foi paixão, nenhum foi motivo de insônia ou de sono profundo. Todos os outros foram apenas pedagogia, um jeito que Deus encontrou de me ensinar que ele era o certo.
Com nenhum eu quis ver estrelas, nem ter filhos, nem casar. Com nenhum eu quis casa no campo, nem promessas, nem futuro. O tempo todo o meu futuro esteve com o cara que ficou no meu passado.
Os meus olhos já não disfarçam a frustação de ter passado por todos os outros como quem passa por nenhum. O meu corpo cansou de não ser entregue e a minha alma cansou de vê-lo tão solto e ao mesmo tempo tão longe de todos os outros.
De uns eu tive compromisso, de outros expectativas e dos restantes apenas o sabor da conquista. Mas de todos os outros eu tive mais que dele, eu tive muito e tive tudo, só que 'tudo' era 'nada' porque nenhum era ele.
Eu ganhei olhares, presentes, beijos e milhões de esperanças de que poderia dar certo. Mas eu tinha perdido ele e sem ele todo o caminho era escuro, sem graça, nojento e errado. Com todos os outros foi 'amor' de meia hora, de 3 meses, de 2 anos, mas com nenhum foi amor de uma vida ou de 3 mil vidas como foi com ele. Eu tive frequência nas ligações, eu tive "namorando" no orkut, eu tive amizade colorida e nada disso me deu tanto prazer quanto ver as tentativas frustradas dele de não demonstrar sentimentos.
Todos os outros compraram um lugar, mas nenhum deles teve assento, todos ficaram em pé enquanto ele tinha camarote de graça. Eu não deitei o meu cabelo molhado no peito de nenhum, eu não fiz nenhuma outra barriga de travesseiro, eu não pedi de nenhum fidelidade e todos os meus ciúmes foram fingidos. Porque eu concentrei todas as minhas forças nele, e só no peito dele os meus cabelos poderiam se enroscar, só na vida dele a minha vida faria sentido, só na fidelidade dele eu descansaria o meu ciúme doentio.
Com todos os outros eu tentei esquecer... com nenhum deles eu consegui!
Com nenhum eu quis ver estrelas, nem ter filhos, nem casar. Com nenhum eu quis casa no campo, nem promessas, nem futuro. O tempo todo o meu futuro esteve com o cara que ficou no meu passado.
Os meus olhos já não disfarçam a frustação de ter passado por todos os outros como quem passa por nenhum. O meu corpo cansou de não ser entregue e a minha alma cansou de vê-lo tão solto e ao mesmo tempo tão longe de todos os outros.
De uns eu tive compromisso, de outros expectativas e dos restantes apenas o sabor da conquista. Mas de todos os outros eu tive mais que dele, eu tive muito e tive tudo, só que 'tudo' era 'nada' porque nenhum era ele.
Eu ganhei olhares, presentes, beijos e milhões de esperanças de que poderia dar certo. Mas eu tinha perdido ele e sem ele todo o caminho era escuro, sem graça, nojento e errado. Com todos os outros foi 'amor' de meia hora, de 3 meses, de 2 anos, mas com nenhum foi amor de uma vida ou de 3 mil vidas como foi com ele. Eu tive frequência nas ligações, eu tive "namorando" no orkut, eu tive amizade colorida e nada disso me deu tanto prazer quanto ver as tentativas frustradas dele de não demonstrar sentimentos.
Todos os outros compraram um lugar, mas nenhum deles teve assento, todos ficaram em pé enquanto ele tinha camarote de graça. Eu não deitei o meu cabelo molhado no peito de nenhum, eu não fiz nenhuma outra barriga de travesseiro, eu não pedi de nenhum fidelidade e todos os meus ciúmes foram fingidos. Porque eu concentrei todas as minhas forças nele, e só no peito dele os meus cabelos poderiam se enroscar, só na vida dele a minha vida faria sentido, só na fidelidade dele eu descansaria o meu ciúme doentio.
Com todos os outros eu tentei esquecer... com nenhum deles eu consegui!
E no dia que a gente conversou pela primeira vez, por mais bobo e cotidiano que fosse o assunto, consegui ser natural. Perdi a ordem das pernas ao ir embora, mas você nem ficou sabendo desse detalhe.
Foi um diálogo tão importante pra mim e você jamais saberá.
Eu guardo pra mim toda a profundidade que eu queria dividir com você.
Eu tenho medo de te assustar. Me controlo tanto quando você está perto...
Com seus amigos falo besteira, falo demais, brinco. Mas não quero que você me ache vulgar, insana.
Olha, Menino, o que eu procuro, é uma coisa estranha que muitas meninas passam pela vida sem conhecer ou sentir falta: compatibilidade.
Eu procuro eu mesma nos outros, ou algo parecido. Você tem o que eu procuro e eu sei disso sem nunca termos conversado de verdade. Você gostaria de mim, se me desse espaço para mostrar. Eu sei disso.
Foi um diálogo tão importante pra mim e você jamais saberá.
Eu guardo pra mim toda a profundidade que eu queria dividir com você.
Eu tenho medo de te assustar. Me controlo tanto quando você está perto...
Com seus amigos falo besteira, falo demais, brinco. Mas não quero que você me ache vulgar, insana.
Olha, Menino, o que eu procuro, é uma coisa estranha que muitas meninas passam pela vida sem conhecer ou sentir falta: compatibilidade.
Eu procuro eu mesma nos outros, ou algo parecido. Você tem o que eu procuro e eu sei disso sem nunca termos conversado de verdade. Você gostaria de mim, se me desse espaço para mostrar. Eu sei disso.
Com nenhum eu quis ver estrelas, nem ter filhos, nem casar. Com nenhum eu quis casa no campo, nem promessas, nem futuro. O tempo todo o meu futuro esteve com o cara que ficou no meu passado.
Os meus olhos já não disfarçam a frustação de ter passado por todos os outros como quem passa por nenhum. O meu corpo cansou de não ser entregue e a minha alma cansou de vê-lo tão solto e ao mesmo tão longe de todos os outros.
De uns eu tive compromisso, de outros expectativa e dos restantes apenas o sabor da conquista. Mas de todos os outros eu tive mais que dele, eu tive muito e tive tudo, só que não era nada porque nenhum era ele.
Os meus olhos já não disfarçam a frustação de ter passado por todos os outros como quem passa por nenhum. O meu corpo cansou de não ser entregue e a minha alma cansou de vê-lo tão solto e ao mesmo tão longe de todos os outros.
De uns eu tive compromisso, de outros expectativa e dos restantes apenas o sabor da conquista. Mas de todos os outros eu tive mais que dele, eu tive muito e tive tudo, só que não era nada porque nenhum era ele.
Eu já quis de tudo. Bater com a cabeça na parede. Raspar o cabelo. Morar na rua. Chutar os baldes. Beber água do vazo. Eu já quis gritar bem alto até sangrar a garganta. Mandar as pessoas para lugares imagináveis. Pintar o cabelo de verde. Andar pelada na rua. Beijar o primeiro que me desse oi. Virar os lençóis. Programar as pessoas pra viverem só felizes. Dar um beijo estalado na orelha do Oscar Filho. Sorrir sem previsão de choro. Rabiscar os livros do colégio. Pintar a bunda de vermelho. Abrir alguém só pra matar a curiosidade do corpo humano. Entrar na cabeça dos homens e desligar o botãozinho de 'ativo'. Pintar os canecos. Invadir um show. Ir embora. Caminhar 50 KM descalça. Virar as mesas. Roubar sapatos. Espirrar 5 diferentes tipos de perfumes. Desfalecer em seus braços. Me completar. Me dissolver. Perder a cabeça..
Mas com você eu até quero uma vida certinha.
Mas com você eu até quero uma vida certinha.
Mas to me divertindo, ué. Não é isso que mandam a gente fazer? Quando a gente chora e escreve aquele monte de poesia profunda. Quando a gente se apaixona e tudo mais e enche o saco dos amigos com aquela melação toda. Não fica todo mundo dizendo pra gente parar de tanto drama e se divertir? Poxa, tô só obedecendo todo mundo. Não é isso que todo mundo acha super divertido? Beber e fumar, e beber, e fazer sexo sem amor, e beber e fumar e dançar e chegar tarde e envelhecer e não sentir nada? Sabe Zé, no começo doeu não sentir nada. Mas eu consegui. Eu não sinto nada.
"Mas eu sonhei que você me descobria, me via deitada ali com a pele tão arrepiada que parecia uma galinha depenada, e eu te dizia: eu não deixei ele encostar em mim, eu sou tão sua, que merda, eu sou tão sua.
Teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer."
Teve aquela cena também. De quando eu fui te dar tchau só com a manta branca e o cabelo todo bagunçado. E você olhou do elevador e me perguntou: não to esquecendo nada? E eu quis gritar: tá, tá esquecendo de mim. E você depois perguntou: não tem nada meu aí? E eu quis gritar: tem, tem eu. Eu sempre fui sua. Eu já era sua antes mesmo de saber que você um dia não ia me querer."
Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa...”.
"Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."
Ele é cheio de garotas e pela primeira vez na vida sorri ao pensar isso. Tá certo ele. Bonitão, rico, engraçado e safado. Que mulher não se apaixona por ele?
Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta.
Eu. Eu não me apaixono mais por ele. O que significa que agora podemos nos relacionar. O que significa que agora, posso ficar tranquilamente ao lado dele sem odiar meu cabelo e minha bunda e minha loucura. E posso vê-lo literalmente duas vezes ao ano, sem achar que duas vezes na semana são duas vezes ao ano. E posso vê-lo ir embora, sem me desmanchar ou querer abraçar meu porteiro e chorar. Consigo até dar tchauzinho do portão. Tchau, vou comer um pedaço de torta de nozes e assoviar. Tchau, querido mais um ser humano do planeta.
"Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto.
Hoje me peguei pensando em como eu sou, de verdade, se eu sei bem quem eu sou, meus valores, princípios, lemas, metas e essas coisas… Sei que sou elétrica, egocêntrica, sagaz, falsa em algumas ocasiões, cruel em outras ocasiões, Sei que falo alto, que falo muito, que estresso fácil, que dou um ataque de nervos por bobagem, sei de tudo isso, sei que falo muita besteira, sei que meu senso de humor não é nada bom e que minha ironia chega a um ponto extremo e inconseqüente, sei que sou inconseqüente, que falo sem pensar, ajo da mesma maneira, sei que não sou muito emotiva, não choro por qualquer coisa, sei que tenho ciúmes das minhas coisas, que gosto MUITO de mandar, sei que se a ultima palavra não for minha sempre eu estresso, sei que sou impaciente, inconstante, sei que mudo de opinião que nem mudo de roupa, sei que não me apego fácil, mas que quando me apego, me apego de vez, sei que não sei me vestir, combinar roupas e nem ligo muito pra isso, sei que minha confiança as vezes incomoda as pessoas, sei que essa confiança toda não dura muito, sei que fico inseguras as vezes, que penso em largar tudo, desistir e voltar pra cama, sei que sou dorminhoca, que durmo em qualquer lugar que tiver jeito, sei das minhas comidas preferidas e daquelas que eu não posso nem sentir o cheiro, sei que costumo ser grossa, seca, fria até mesmo com aqueles que não merecem.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Primeiro quis escrever nossa história para livrar-me dela. Mas para esse objetivo as lembranças não vieram. Então notei como a nossa história estava escapando de mim e quis recolhê-la de novo por meio do trabalho de escrever, mas isso também não destravou as memórias. Há alguns anos deixo nossa história em paz. Fiz as pases com ela. E ela retornou, detalhe após detalhe, de uma maneira redonda, fechada e direcionada que já não me deixa triste. Que história triste, pensei durante muito tempo. Não que eu pense agora que ela é feliz. Mas penso que é verdadeira e, diante disso, perguntar se é triste ou feliz é algo que não faz sentido
A memória por vezes, é uma maldição. Meu querido amigo Amilcar Herrera confessou “Eu desejaria, um dia, acordar havendo me esquecido do meu nome…” Não entendi. Esquecer o próprio nome deve ser uma experiência muito estranha. Aí ele explicou: “Quando me levanto e sei que meu nome é Almicar Herrera, sei também tudo o que se espera de mim. O meu nome diz o que deve ser, o que devo pensar, o que devo falar. Meu nome é uma gaiola em que estou preso. Mas se, ao acordar, eu tiver me esquecido do meu nome, terei me esquecido também de tudo que se espera de mim. Se nada se espera de mim, estou livre para ser aquilo que nunca fui. Começarei a viver minha vida a partir de mim mesmo e não a partir do nome que me deram e pelo qual sou conhecido”.
você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e, se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?
Que coisas são essas que me dizes sem dizer, escondidas atrás do que realmente quer dizer? Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti. Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar. Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara.
Ás vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! é possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.
"Porque quando fecho os olhos, é você quem eu vejo; aos lados, em cima, embaixo, por fora e por dentro de mim. Dilacerando felicidades de mentira, desconstruindo tudo o que planejei, abrindo todas as janelas para um mundo deserto. É você quem sorri, morde o lábio, fala grosso, conta histórias,me tira do sério, faz ares de palhaço, pinta segredos, ilumina o corredor por onde passo todos os dias".
Quando eu Partir - Carta de Despedida
Quando eu partir, não se lamente.
Pode chorar, mas não desperdice muitas lágrimas.
Guarde nossos sorrisos.
Guarde nossos abraços.
Os momentos que pareceram eternos.
Tente lembrar de algumas brigas.
Mas só daquelas em que nos reconciliamos.
Lembre-se do Eu te Amo.
E esqueça do Eu te Odeio dito impensadamente.
Sorria das piadas que fiz.
E esqueça dos palavrões que falei.
Deseje novamente, meus carinhos.
Mas esqueça das feridas que abri em você.
Lembre-se dos sorrisos espontâneos.
Mas esqueça dos dias em que me pegou de mau humor.
Lembre-se, que fui humano.
Amei, humanamente, o quanto pude.
Vivi, humanamente, enquanto pude.
E errei, humanamente, mais do que gostaria.
E mesmo assim, esse momento não me é doloroso.
Tenho que ir.
Tenho mesmo que ir.
Mas levarei pedaços de você comigo.
Deixarei pedaços meus com você.
E quando quiser me encontrar, olhe pro céu.
Procure Deus entre as nuvens.
Procure-me entre Deus.
Você não O verá.
Mas eu te verei.
E o simples fato de você procurar por Ele, fará minh'alma mais feliz.
E se em algum desses momentos, uma chuva fina vier a banhar teu semblante, saiba que será meu sinal de felicidade, que carregará o Amor de minha'lma, e te dirá, discretamente:
- Eu sempre te Amarei.
Quando eu partir, não se lamente.
Pode chorar, mas não desperdice muitas lágrimas.
Guarde nossos sorrisos.
Guarde nossos abraços.
Os momentos que pareceram eternos.
Tente lembrar de algumas brigas.
Mas só daquelas em que nos reconciliamos.
Lembre-se do Eu te Amo.
E esqueça do Eu te Odeio dito impensadamente.
Sorria das piadas que fiz.
E esqueça dos palavrões que falei.
Deseje novamente, meus carinhos.
Mas esqueça das feridas que abri em você.
Lembre-se dos sorrisos espontâneos.
Mas esqueça dos dias em que me pegou de mau humor.
Lembre-se, que fui humano.
Amei, humanamente, o quanto pude.
Vivi, humanamente, enquanto pude.
E errei, humanamente, mais do que gostaria.
E mesmo assim, esse momento não me é doloroso.
Tenho que ir.
Tenho mesmo que ir.
Mas levarei pedaços de você comigo.
Deixarei pedaços meus com você.
E quando quiser me encontrar, olhe pro céu.
Procure Deus entre as nuvens.
Procure-me entre Deus.
Você não O verá.
Mas eu te verei.
E o simples fato de você procurar por Ele, fará minh'alma mais feliz.
E se em algum desses momentos, uma chuva fina vier a banhar teu semblante, saiba que será meu sinal de felicidade, que carregará o Amor de minha'lma, e te dirá, discretamente:
- Eu sempre te Amarei.
Viajar. Quem vai na bagagem? Ele. Você fica olhando a paisagem pela janela do ônibus e só no que pensa é onde ele estará agora, sem notar que ele está ali mesmo, preso na sua mente.Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.
Sempre me gabei de nunca ter sido usuária de nenhuma droga e nem ao mesmo ter experimentado cigarro ou ter dado trabalho com bebedeiras. Sempre fui saudável além da conta. Até que me caiu a ficha de que ele era pior do que cocaína. Pior porque morenos bonitos e cheirosos são bem mais interessantes do que um pozinho branco que corrói o nariz. E melhor porque no dia seguinte o efeito "mulher maravilha acha que sabe voar" continuava. Não existia depressão, não existia abstinência. A esperança de que ele ligasse ou aparecesse ou ficasse para sempre fazia a vida ser boa não importasse a espera.
Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
"Você é a saudade que eu nunca consegui matar. Eu aqui, com todas as armas de fogo na mão e nada. Você olha pra mim com esses seus olhos de turista e eu tenho tanta vontade de acabar com a tua raça só porque eu não sou assim, tão desprendida pra viajar por aí com você. A falta de controle que você me causa, a irritação, a gastrite, é tudo de morte. Mas com você eu vivo, mesmo sempre morrendo de saudades
Eu nem te amo.
Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo. Ainda que eu nem te ame mesmo. E me despeço das partes da sua casa que eu mais amo. Ainda que nada disso seja amor. E entro no carro já sem chorar. Os últimos três anos chorando por você serviram ao menos para me secar por dentro. Preciso me aliviar. Mas dou até risada porque acabaram os caminhos. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás. Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração. E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha. Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto. É como se o mundo inteiro, os ventos, as ondas do mar, os terremotos, as criancinhas peladinhas brincando de construir castelinhos na areia , os carros correndo nas estradas, os cachorrinhos meditando nas gramas de todos os parques do mundo, a chuva, os cartazes de filmes, o passarinho que canta todo dia de manhã na minha janela, a torta de palmito na geladeira, a minha vizinha louca que briga com o gato na falta de um marido, um cara qualquer com quem eu dormi (e todos eles parecem qualquer quando não são você). É como se o mundo inteiro me dissesse: “hei Marina, ninguém agüenta mais esse assunto! Chega!”
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar. (...)
E lembro da primeira vez que eu te vi e te achei meio feio, vesgo, estranho. Até que você me suspendeu no ar por razão nenhuma eu tive certeza que meu filho nasceria um pouco feio, vesgo e estranho.
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar. (...)
E lembro da primeira vez que eu te vi e te achei meio feio, vesgo, estranho. Até que você me suspendeu no ar por razão nenhuma eu tive certeza que meu filho nasceria um pouco feio, vesgo e estranho.
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acaba. Tati Bernardi, Eu nem te amo
"Eu sei amar. Mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí? A vida é minha. O amor é meu. (...) Amor não tem garantia, mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. O amor não tem regras, o desejo não tem limites. Minha boca é do tamanho do meu coração."
Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito. Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”. Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. (...) . Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram. Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. Você me dizia que jamais iria me cobrar leveza, pois me amava intensa. (...) Eu tenho saudades de tudo. (...) e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”. Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve.
Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência inda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo - quis tanto ter você, depois silêncio - mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona... E eu desamarro um pranto que eu sei tão antigo - desculpa essas palavras com cara de choro - ainda há reticências.
"Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demônio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demônio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : 'Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus!' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se trás o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu... Sabe porque? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele!"
"Eu vou embora sozinha. Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. fora da roda, montada na minha loucura. Dá minha jaqueta, boy, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida no meu quarto, longe da roda e de tudo: uma criança assustada."
Tá limpo. Sem ironia. Sem engano. Amanhã, depois, acontece de novo, não fecho nada, não fechamos nada, continuamos vivos e atrás da felicidade, a próxima vez vai ser ainda quem sabe mais celestial que desta, mais infernal também, pode ser, deixa pintar. Se tiver aprendido lições (amor é pedagógico?), até aproveito e não faço tanta besteira. Mas acho que amor não é cursinho pré-vestibular. Ninguém encontra seu nome no listão dos aprovados. A gente só fica assim. Parado olhando a medida do Bonfim no pulso esquerdo, lado do coração e pensando, pois é, vejam só, não me valeu.
É grande, mas é lindo.
Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. edo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado.Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele.
Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito.Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito.Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Procuro sinais de algum amor teu. Vestígios de noites passadas. Tu não me vês, estou incógnita a te observar. Como sempre estive, olhando pelas janelas, de longe, coração apertado. Nós poderíamos ser amigos e trocar confidências. Assistiríamos a filmes, taça de vinho nas mãos, e tu me detalharias as tuas paixões e desatinos. Nós poderíamos ser amantes que bebem champanhe pela manhã aos beijos num hotel em Paris. Caminharíamos pela beira do Sena, e eu te olharia atenta, numa tentativa indisfarçável de gravar o momento e guardá-lo comigo até o fim dos meus dias. Ou poderíamos ser apenas o que somos, duas pessoas com uma ligação estranha, sutilezas e asperezas subentendidas, possibilidades de surpresas boas. Ou não. Difícil saber. Bato minhas asas em retirada. Tu dormes, e nos teus sonhos mais secretos, não posso entrar. Embora queira. À distância, permaneço te contemplando. E me pergunto se, quem sabe um dia, na hora certa, nosso encontro pode acontecer inteiro. Porque tu és o único que habita a minha solidão.
"... Eu preciso de ti. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti. "
"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar".
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Enquanto meus braços não são capazes de te alcançar, contento-me com a certeza de que estamos sob o mesmo céu, e com a chance de estares olhando para a mesma estrela que eu. Porque nós dois somos um e nada mais vai ser tão especial quanto nós e as nossas decisões. Sinto sua falta, cinco minutos é pouco pra mim, me devolve a minha eternidade. Vou fingir que estou beijando, os lábios que sinto saudade, e esperar que meus sonhos se tornem realidade
Eu só quero te abraçar forte sentir seu coração perto do meu e ficar aqui neste momento por todo o resto dos tempos. Não quero fechar meus olhos, não quero pegar no sono porque eu sentiria a sua falta, baby e eu não quero perder nada porque mesmo quando eu sonho com você, o sonho mais doce nunca vai ser suficiente e eu ainda sentiria a sua falta, baby e eu não quero perder nada
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Estava pronta pra tentar de novo, um pouco ferida, um pouco humilhada, e eu espero um pouco mais esperta! Acredito que escrevemos nossas próprias historias, e cada vez que achamos que sabemos o final, nos enganamos, talvez a sorte exista em algum lugar entre o mundo dos planos, num mundo das chances, e na paz ,que vem do saber que você não pode saber de tudo, a vida é muito estranha uma vez que você deixa acontecer, o que deve ser será.
"Desculpe não sou Shakespeare, mas acho que Romeo também não era um bom zageiro era? Eu gostaria de ter, as palavras mais perfeitas e lindas para te dizer, e se tivesse eu diria. Diria, como me sinto bem quando estou com você, o quanto adoro, aquela coisinha que você faz com o nariz quando sorri. O quanto odeio quando você corrige meus erros bobos de gramatica. Mas sobre tudo, eu diria que, você me faz uma pessoa melhor. Por isso eu sei que isso, não significa nada e você significa tudo. Bom, mas eu sou só um zagueiro burro, eu não conheço as palavras certas."
Se você for um cara de sorte, um dia você ainda vai conhecer alguém que vai ser um divisor entre o antes e o depois desse dia. Mas ela com ctz era um problema e eu teria deixado por isso mesmo. Só que algumas vezes você começa relacionamentos, outras vezes alguém começa por você. Enfim, foi assim que o nosso começou. Do jeito que o amor verdadeiro sempre começa. Bebedeira, prisão e a destruição de um sonho de uma vida inteira.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Aconteça o que acontecer, viva alegre...
A alegria dissipa as nuvens mais negras
que possam apresentar-se em nosso caminho.
A Alegria não é simplesmente o riso,
o riso é apenas fruto dela.
A Alegria é um processo íntimo
de contacto com o universo.
A arte de viver se aprende nas derrotas.
A confiança não se impõe, ganha-se.
A esperança não é um sonho,
mas uma maneira de
traduzir os sonhos em realidade.
A felicidade é a única coisa
que podemos dar sem possuir".
A alegria dissipa as nuvens mais negras
que possam apresentar-se em nosso caminho.
A Alegria não é simplesmente o riso,
o riso é apenas fruto dela.
A Alegria é um processo íntimo
de contacto com o universo.
A arte de viver se aprende nas derrotas.
A confiança não se impõe, ganha-se.
A esperança não é um sonho,
mas uma maneira de
traduzir os sonhos em realidade.
A felicidade é a única coisa
que podemos dar sem possuir".
Não adianta nada você se justificar para os outros, porque no fundo a sua felicidade vai depender não é do que os outros acham ao seu respeito, mas é do que você sabe sobre si mesmo. É aquilo que só você e Deus sabem, é ali que está a sua felicidade.
A maior satisfação que nos podemos ter na vida, o maior reconhecimento que nos podemos viver na vida ele não é publico. É lá no silêncio do seu quarto quando você deita a cabeça no travesseiro e você fica feliz por ter vivido como você viveu, por ter sido quem você foi.
A maior satisfação que nos podemos ter na vida, o maior reconhecimento que nos podemos viver na vida ele não é publico. É lá no silêncio do seu quarto quando você deita a cabeça no travesseiro e você fica feliz por ter vivido como você viveu, por ter sido quem você foi.
Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio.
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.
Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
( Pe. Fábio de Melo )
Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém.
Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.
Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir.
Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
( Pe. Fábio de Melo )
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Eu preciso muito muito de você, eu quero muito muito você aqui de vez em quando, nem que seja muito de vez em quando, você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor, você não precisa trazer nada, só você mesmo, você nem precisa dizer alguma coisa no telefone, basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio, juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você.
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