sábado, 19 de fevereiro de 2011

Olhei para a janela, está quase perto de amanhecer... Voltei os olhos para cama e encontrei você. Com os olhos ainda fechados, em um sono profundo. Que lindo! Foi a primeira coisa que pensei. Depois de adimirar por alguns minutos sua beleza, cheguei a conclusão de que você parecia um anjo. Te toquei de leve, para não te acordar. Senti a textura macia de sua pele e logo em seguida contornei os lábios. Aqueles lábios que eu tanto amo beijar, morder. Aqueles lábios que quando abre um sorriso, meu coração quase para e volta a bater descompassadamente. Aquele sorriso grande e doce, que me paraliza, que me deixa sem movimentos nas pernas, nos braços ou em qualquer parte do meu corpo que seja móvel. Por um minuto, desejei você acordado. Queria ver seus olhos. Ah! Quantos km eu viajaria só para ver o verde estamapado nos seus olhos. Enfrentaria chuva, sol, mar, criaturas de outro mundo só para poder ver seus detalhes de perto. Sentei na cama e fechei meus olhos. Comecei a lembrar de alguns detalhes... de como eu fico extremamente vermelha quando recebo algum elogio seu ou de como me falta as pernas quando você se aproxima com aquela cara que só você sabe fazer. E foi bem aí que me lembrei da coisa mais importante nesse nosso relacionamento difícil: eu respiro você. Abri os olhos rapidamente e voltei a observar. Me respira também, eu te suplico. Me respira. Me olha e me respira. Finge que sou seu ar, que eu te basto. Finge que sou seu céu, deixa eu te cobrir. Não me proteja de você, se mostre inteiro pra mim. Não se esconda. Cuida de mim. Não me deixa ir embora e também não vá embora. Não deixe que meu cheiro saia da sua pele ou do seu lençol. Não me esqueça, não olhe para outra e nem compare ninguém a mim. E quando você for embora, volte sempre para me respirar. Para que eu respire junto de você, porque, na verdade sem você não respiro.

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