segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mas e se o buraco nunca ficasse melhor? E se as beiras em carne viva nunca sarassem? E se o dano fosse permanente e irreversível?
Eu me segurei com força. Como se ele nunca tivesse existido, eu pensei desesperada.
Que promessa estúpida e impossível pra se fazer! Ele podia roubar minhas fotos e pegar seus presentes de volta, mas isso não fazia as coisas voltarem a ser como eram antes de eu conhecê-lo. A evidência física era a parte mais insigificante de equação. Eu estava mudada, por dentro eu estava mudada ao ponto de ser difícil me reconhecer.

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