(Como estou? Rá. As vezes minha vida parece um filme. Um filme mudo. Acontecem coisas que se eu contar, ninguém acredita. Mas eu? Ah! Estou péssima. Confusa, perdida. Questionando o porque aquele maldito ônibus, num dia chuvoso como hoje resolveu passar justamente perto de mim e jogar toda a água da chuva que estava no chão na minha meia calça; o porque meu guarda-chuva virou quando o vento forte passou; o porque eu pisei na poça d'água; o porque eu quase caí do quinto degrau da escada; e o porque esqueci de fazer algo que tinha de ser feito; o porque de tantas coisas. Pareço uma barata tonta que tenta salvar o mundo, às vezes. E fico corada quando te vejo, é fato. Sinto um frio na espinha. Sinto uma ansiedade na barriga. Me arrumo toda antes de chegar até você. Ah, se você soubesse. E, sinto, muitas vezes, por não poder te ver, e principalmente, por querer que seja você a pessoa que me diga que vai ficar tudo bem no meio do turbilhão).
"Um turbilhão passou em meu coração..."
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