E por um tempo, você consegue. E aí aquela lembrança intrusa começa a esmurrar a porta, e a gritar, como quem diz “EU AINDA ESTOU AQUI!” e nós não temos como fugir, porque... Ela não quer sair. Mas com o tempo – o incrível e magicamente tranqüilizador tempo – você se acostuma com os gritos, com os murros naquela porta, e aos poucos, não é mais tão desesperador nem doloroso escutar aquilo.
Mas a lembrança continua lá, esmurrando sua porta e lembrando daquilo que você quer esquecer.
O tempo não cura nada. Ele apenas tira o incurável do centro das atenções.
Nenhum comentário:
Postar um comentário