terça-feira, 26 de outubro de 2010
Venho para a casa me achando a pessoa mais idiota do mundo inteiro. Caminhei devagar, como quem procurava algo e realmente procurava. Procurava você. Nas ruas tão vazias, poucas pessoas circulando, afinal já era tarde da noite e a calma de uma segunda-feira em uma cidade pequena tomava conta das ruas. Eram dois passos e olhar para trás, com uma esperança que iluminava o mundo, aquela esperança em ver você vindo, em ver você me sorrir. O calor quase me fazia desistir de andar e me fez pensar em sentar em uma esquina e descansar. Descansar o corpo que não agüenta mais esse amor de maratonas. Descansar a alma, que dói tanto, que arde de tanto amor. Descansar o olhos, que só querem te ver. Mas não sentei. Continuei com os passos lentos, mas com um toque de desespero. Fone no ouvido, coração na mão. Perto de casa, desistindo de lhe encontrar e mais uma noite que agente não se vê. Na ultima esquina, olhei para baixo e vi seu carro. Branco. Isso que me deu, um branco tão grande, parecido com aqueles comerciais de sabão em pó. Corri meio quarteirão para trás e esperei você subir. Não subiu, nunca subirá.
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