segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quem me viu e quem me vê. Saudade do meu eu antigo, da Valéria feliz que não ligava pra sentimentos e muito menos para músicas românticas. Saudade de dizer para minhas amigas que iria passar! E agora, eu sei que não vai passar. Mesmo quando me dizem que vai, eu sei que não, porque antes eu só dizia para dar conforto a elas, mas eu tinha plena consciência de que nunca vai passar e hoje só estou confirmando com o próprio coração sendo testado. Testado toda vez que toca alguma música que fale sobre olhos verdes e pele clara, testado toda vez que eu te encontro repentinamente, testado toda vez que você resolve sorrir ou até quando passa sério e finji que não me vê. E esse teste vem me fazendo uma pessoa infeliz. Não é você que me deixa infeliz, muito pelo contrario. Você me faz tão feliz, que não sei dizer, não sei por onde começo a dizer suas qualidades. Mas infeliz, porque eu nunca quis ser assim. E me revolto quando vejo todos sorrindo e eu hipnotizada de saudade. Ou quando no meio da aula me pego olhando para o nada pensando em como eu queria te ver ali, naquele nada que eu estou olhando. Ou quando escrevo a letra E, e logo em seguida vem você na minha cabeça. Ou quando alguém pronuncia alguma frase com a voz calma e serena, você me vem na cabeça, no estomago, em todas as partes que podem ser feridas, principalmente no coração.

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